Produtora de Londrina ganha prêmio nacional
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Gisele Mendonça<BR>Reportagem Local 
O desenvolvimento de um simulador de guindastes inédito na América Latina rendeu à empresa londrinense Oniria um prêmio da Petrobras. A produtora de softwares recebeu recentemente o troféu de prata na categoria Melhores Fornecedores de Bens e Serviços da Petrobras, na Bacia de Campos, entre cerca de 250 empresas avaliadas em todo o Brasil. A premiação, realizada anualmente, reconhece o empenho das empresas na melhoria de seus serviços e o investimento na capacitação de seus profissionais.
Criada em 2002, a empresa entrou no mercado com a produção de games e hoje também trabalha com criação digital e serious games. Este último filão - que envolve a produção de jogos para computadores pessoais, internet e consoles, e a área de simuladores - é o principal foco.
O simulador feito para a Petrobras tem o objetivo de treinar e capacitar com segurança novos operadores de guindastes de plataforma, auxiliares de movimentação e supervisores de carga. Ele recria diversas situações de operação, desde as mais simples até as adversas, como em dias de chuva, com neblina ou mar revolto. Também simula problemas para que os funcionários aprendam como proceder, por exemplo, em casos de vazamento ou rompimento de algum cabo de aço.
Realizado entre 2008 e 2009, o trabalho movimentou toda a equipe da empresa londrinense. ''É o software mais complexo que já produzimos. E em termos de hardware, tivemos que montar toda uma estrutura que reproduzisse um guindaste real'', conta o diretor de projetos da Oniria, Nicholas Bender Haydu, que passou vários dias embarcado em Macaé (RJ), onde teve que fazer, inclusive, cursos de sobrevivência no mar. Ele afirma que o contato com engenheiros antigos da Petrobras - com experiência de 30 anos na operação de guindaste - foi fundamental para avaliar o grau de realismo das situações simuladas.
Além do prêmio, o trabalho alavancou os negócios da empresa, que nasceu na Incubadora Internacional de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Londrina (Intuel). Em 2009, o número de funcionários saltou de 6 para 22 e o faturamento cresceu 300%. A empresa desenvolve uma média de 30 projetos por ano e conta com uma equipe formada por profissionais de diversas áreas como ciências da computação, arquitetura, administração, sociologia, música, entre outras.
''A multidisciplinaridade é hoje um dos nossos diferenciais'', aponta o diretor comercial Juliano Alves. Hoje, a mão de obra para o tipo de trabalho que eles desenvolvem é treinada pela própria empresa. ''São todos profissionais formados, mas que não chegam prontos, pois é um trabalho muito específico. A região de Londrina tem boas faculdades e isso para nós é importante. Não pensamos em sair da cidade'', afirma Alves.
A produtora londrinense está de olho no mercado internacional. ''Somos referência no mercado de projetos criados a partir da tecnologia dos jogos e agora buscamos atuar cada vez mais com projetos de simuladores em nível nacional. O futuro é direcionar nosso trabalho para o mercado internacional'', planeja o diretor comercial. Na área de games, a empresa já desenvolveu trabalhos para Alemanha, Áustria, Suíça e Holanda.


