O preço baixo da bracatinga fez com que o produtor rural Eugênio Zanini tomasse uma decisão: limpou toda uma área de reflorestamento e loteou o local, no distrito de Cachoeira, em Almirante Tamandaré. Ele pretende fazer o mesmo em outras áreas que possui.
‘‘Só recomendo a bracatinga para mata ciliar’’, diz Zanini. Ele afirma não encontrar mais mercado para vender a lenha e diz ter um alto custo para cortar e transportar as toras. O produtor tem uma área de nove alqueires, sendo que destinava sete para o reflorestamento.
O presidente da Mineropar, Omar Akel, é outro produtor frustrado com a bracatinga. Ele tem uma área em Rio Branco do Sul que foi praticamente abandonada. ‘‘Sai mais caro tirar e vender a lenha do que deixar lᒒ, afirma Akel. Ele lembra que o governo do Estado estimulou o plantio de mudas de bracatinga na década de 80 como forma de evitar a desertificação dos municípios em torno de Curitiba e como fonte energética. (C.M.)

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