A Faep quer o direito de importar defensivos da Argentina para reduzir custos de produção. Os custos da soja, trigo, batata, algodão e arroz, teriam redução de 10% a 30%. Na Argentina, o custo de herbicidas e inseticidas é mais barato que no Brasil em até 50%, ‘‘daí o custo de produção deles ser inferior ao do Brasil’’, disse o assessor do departamento econômico, Jorge Proença. A Faep acredita que os produtores ganhariam competitividade.
O governo não permite a importação desses produtos porque os Ministérios da Agricultura e da Saúde exigem o registro da marca, do princípio ativo utilizado na composição química dos produtos e ainda um período para que esses produtos sejam experimentados no País, para avaliação dos resíduos tóxicos deixados na produção. A reivindicação da Faep é que o governo considere os experimentos feitos naquele país, já que a preocupação com toxicologia e seus efeitos sobre o meio ambiente é universal.
‘‘Se o governo permite a importação de trigo, cuja produção recebe todos esses produtos químicos, por que não permite a importação dos defensivos?’’, questionou Proença. A reivindicação dos produtores é antiga. O assunto volta a preocupar nessa fase que os produtores estão planejando o plantio da próxima safra e a ordem é reduzir custos para ganhar competitividade. ‘‘Mas, sem a redução no custos dos insumos, é impossível competir’’, disse Proença.
Somente as grandes multinacionais que importam a matéria-prima e fabricam o produto no Brasil ganham com essa situação. Elas têm o poder de estabelecer o preço de seus produtos no Brasil, sem estar submetidas à abertura do mercado, como o setor primário.

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