Produtor quer alternativa para o feijão
AGRICULTURA FAMILIAR Produtor quer alternativa para o feijão Arquivo FolhaProdutores colhem a safra no momento em que os preços estão abaixo do mínimo garantido pelo governo Vânia Casado De Curitiba Os pequenos produtores do Paraná querem alternativas mais rentáveis para substituir o plantio de feijão. O produto vem sendo comercializado abaixo do preço mínimo e o governo federal já sinalizou que a formação de estoques não é prioridade, daí a dificuldade na liberação de recursos de AGF (Aquisição do Governo Federal). O governo prometeu liberar R$ 30 milhões, mas até agora só liberou R$ 18 milhões, dos quais R$ 7,5 milhões para o Paraná. A quantia foi considerada insuficiente pelos produtores e pouco mexeu com o mercado, disse o assessor econômico da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do estado do Paraná, Sergio Gutierrez. Ele afirma que em regiões como Siqueira Campos, o feijão está sendo vendido por até R$ 14,00 a saca, ou seja metade do preço mínimo, fixado em R$ 28,00 a saca. Diante dessa situação o governo federal deve apresentar alternativas de produção para a pequena propriedade ou então deve promover a elevação de renda da população, através da melhoria do salário mínimo, para incentivar o consumo de feijão, sugeriu. Gutierrez disse que a situação está se agravando para o pequeno produtor de feijão porque está entrando a oferta da segunda safra no mercado e o produtor ainda não vendeu toda a primeira safra. Ocorre que o mercado está saturado e o consumo de feijão não reage, pelo contrário está caindo. Conforme levantamento da Conab, em 1993 o consumo de feijão no país era de 3,2 milhões de toneladas enquanto para o consumo para o ano 2.000 está estimado em 2,9 milhões de toneladas, sendo que a população aumentou neste período. Para a engenheira agrônoma do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral), Vera Zardo, está ocorrendo uma mudança nos hábitos alimentares com a urbanização da população.





