O Conselho Deliberativo da Política do Café acertou em encontro extra-oficial em Brasília a liberação de R$ 300 milhões para financiamento da nova colheita, o mesmo valor destinado para essa finalidade no ano passado. Cada produtor poderá obter R$ 600 por hectare, até o limite de R$ 150 mil. Integrantes do CDPC consideram que a decisão, que será oficialmente anunciada na reunião oficial do dia 23 em Salvador, pode ajudar a recompor o mercado.
Na Bahia também serão avaliados o dinheiro e as datas para pré-comercialização e sobre o custeio da safra 1999/2000, disse o conselheiro Oswaldo Aranha, presidente da Febec.
A liberação dos recursos deve ocorrer ainda no final do mês, para que os cafeicultores do Espírito Santo - que colhem a partir de abril, um mês antes que o resto do País - possam já planejar a atividade com esse dinheiro. ‘‘No ano passado os recursos atrasaram e os produtores reclamaram’’, diz o conselheiro José Carlos da Silva Jr., presidente da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Exportações A negociação do Contrato Europeu de Café, atualmente tido como favorável aos importadores, está causando mal-estar entre a Febec e a Abecafé, as duas entidades que representam os exportadores brasileiros. O governo federal nomeou o presidente da Febec, Oswaldo Aranha Neto, para representar o setor em reunião com a Federação Européia de Café no dia 23 em Bruxelas. A Abecafé alega que já vinha fazendo parte das negociações desde setembro de 1996.

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