Se os governos retribuírem, com créditos e incentivos, os esforços dos agricultores que praticam uma agricultura sustentável, menos poluente e de melhor qualidade, práticas como as do plantio direto vão avançar mais rapidamente e a sociedade só terá a ganhar em qualidade e economia. Este é um dos pensamentos predominantes entre os participantes do 3º Encontro Latino Americano Plantio Direto que se realiza em Pato Branco , promovido pelo Iapar e Cefet.
Ontem, o presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, Herbert Bartz, disse que não há mais razão para o plantio convencional. E o cientista Larry Harrington, do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo, no México, disse que os demais países da América Latina e América Central estão se inspirando na experiências do Brasil, principalmente em termos de máquinas, mas - por questões culturais e econômicas -, não têm a mesma facilidade de adoção e validação da técnica.
Bartz, disse que os agricultores que praticam o PD têm, entre outras vantagens, um grande crédito com a sociedade por oferecem alimentos de melhor qualidade e preservam o ambiente. Disse que nos Estados Unidos já se paga mais pelo arroz cultivado em PD. A tendência do mercado brasileiro também é reconhecer esse diferencial. O PD envolve outras técnicas na rotação e sucessão de culturas. O plantio da aveia, por exemplo, reduz as doenças fúngicas do trigo. Ele garantiu que na sua fazenda, em Rolândia, não usa controle químico no trigo há 16 anos.
O encontro conta com 800 participantes do Brasil, Argentina, Paraguai e Chile. Na abertura compareceram o secretário da Agricultura, Antônio Poloni; representante do ministro Turra; presidentes do Iapar, Emater e Codapar. A programação de hoje e amanhã será na Fazenda Experimental do Iapar.

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