Uma das Diretrizes Gerais da Política de Subvenção do Programa do Governo Federal é promover a universalização do acesso ao seguro rural. Porém, em 2013, ele cobriu apenas 13% da área agrícola do País. No ano passado, 101 mil apólices foram contratadas e o que se previa é que o número aumentasse 20% este ano, o que não aconteceu. Vale dizer que cerca de 1/3 desse número total de apólices é feito no Paraná.
O economista do Departamento Técnico Econômico da Faep, Pedro Loyola, comenta é que se o montante estivesse liberado normalmente, haveria pelo menos mais duas seguradoras trabalhando no Estado para atender os produtores rurais. "A grande questão é que essas empresas ficam receosas porque veem uma instabilidade do governo para cumprir os contratos", explica ele.
Por outro lado, o produtor continua sem ter segurança para fazer o seguro, deixando sua safra desprotegida. "Ficamos desde 2005 até agora trabalhando essa cultura (do seguro) junto ao produtor. Quando ele estava se acostumando, o programa começou a ter entraves em 2010. É complicado, porque com essa falta de credibilidade, o produtor não aposta nesse trabalho", complementa Loyola. (V.L.)

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