Produtor fala em não plantar milho, se a seca persistir
Os resultados obtidos com a colheita da soja em algumas propriedades no Norte do Estado confirmam a redução da safra de grãos estimada pela Conab. O agricultor Fábio Barbante de Barros, que tem uma propriedade em Sertaneja (ao norte de Cornélio Procópio), calcula perdas de 15% na soja superprecoce. ''Colhi pouco até agora, mas deve chegar a esse número. Só mesmo no final da colheita teremos o exato percentual das perdas'', explica Barbante. Segundo ele, a estiagem aconteceu no momento em que a oleaginosa mais precisava de chuva - fase de enchimento de grão. ''As chuvas foram mal distribuídas. Se metade do que choveu em janeiro tivesse chovido em fevereiro, as perdas seriam insignificantes ou talvez nem existissem'', comentou .
O agricultor Américo Amano, cuja propriedade é em Cambé (13 km a oeste de Londrina), calcula perdas numa área plantada por último. Ele começou a colher uma parte. Outra daqui a uma semana e a última daqui 30 dias. No caso desta última, as perdas, acredita ele, são irreversíveis. ''A seca veio num momento muito ruim. Na fase de enchimento de grãos, período onde a planta necessita de substancial quantidade de água'', completou. Se a estiagem persistir, ele não plantará o milho safrinha.
No Paraná, as precipitações pluviométricas, no mês de dezembro ocorreram dentro da média histórica. Em janeiro, os índices de pluviosidade variaram entre 200 a 700 milímetros com chuvas bem distribuídas em todo o Estado. Já no mês de fevereiro a estiagem está prejudicando a cultura da soja e o plantio do milho (safrinha) e demais culturas.(V.B.)





