Produtor do Paraná está mais eficiente
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sexta-feira, 14 de fevereiro de 1997
Da Redação 
Dorico da SilvaQualidadeJoão Bento: elogios ao produtor paranaense, que se profissionalizaO produtor de milho evoluiu profissionalmente nesta safra. A utilização de sementes de boa qualidade aumentou entre 4 e 5%. Também há visível melhoria em todas fases da safra, do preparo do solo à colheita. Isto reflete na produtividade que, pelos indicadores da Agroceres, está acima de 4 mil kg/hectare (superior à média oficial do Paraná, de 3,5 mil kg/ha), havendo produtores, mais tecnificados, cuja produtividade varia entre 6 mil e 7 mil kg/ha.
Falta melhorar a gerência e a comercialização, sugere o engenheiro agrônomo João Bento Reis Júnior, supervisor técnico e comercial da Agroceres, entrevistado por este jornal para avaliar a safra. A maioria dos produtores não tem bom controle sobre os custos de produção. Não conhecendo bem os gastos, o produtor não sabe a que preço deve vender ou quando vender o produto. João Bento recomenda ainda uma estratégia de comercialização programada, apesar de reconhecer que há compromissos vencendo nesta época.
Sobre a última safra, João Bento admite que a presença de grãos ardidos aumente este ano por causa da umidade na fase de colheita.
Safrinha A Agroceres também vê evolução na safrinha, a julgar pela opção por híbridos triplos. Cerca de 30% das sementes usadas no ano passado eram híbridos triplos, de maior valor agregado. Está aumentando a tecnificação também da safrinha, informa o técnico. Os produtores estão deixando de usar grãos comuns, do paiol, como sementes. Antes se usava mais sementes de paiol na safrinha do que na safra de verão. No ano passado, a safrinha evoluiu 17% sobre a safra de 1995. Para este ano as indústrias de sementes estão esperando uma evolução maior, em cima da redução do trigo, cuja decepção foi maior na última safra.
A safrinha de milho é importante para as indústrias de semente de milho. A Agroceres, por exemplo, trata da safrinha com um direcionamento específico; tem toda uma estrutura exclusiva para a safrinha, com unidades de pesquisa independentes. Em termos de semente, variável determinante no sucesso da safrinha, a grande estrela este ano será o híbrido AG 3010, que teve excelente desempenho ano passado. João Bento acha que apesar do aumento de área previsto, não haverá falta de sementes porque as indústrias do setor já vem se preparando para expansão da safrinha.


