Para manter o ganho da atividade, que, na média é de 25%, José Soares Cardoso Neto diz que o pecuarista profissional tem de se voltar para todas as atividades da pecuária de corte, desde a cria até a engorda. ‘‘Ao fechar todo o ciclo, o produtor consegue agregar entre 5% e 10% ao seu rendimento, porque não fica à mercê do mercado e, com isso, elimina despesas com transporte dos animais e pagamento de comissão nos negócios.’’
Com abate anual acima de sete mil cabeças, as propriedades da família de Cardoso Neto no Paraná, Acre e no Amazonas, ainda dependem da compra de bezerros. Mas a dependência está se reduzindo, porque já produzem cerca de 80% da demanda. O grupo trabalha com limousin e nelore e está tirando boi de 24 meses a pasto com cerca de 18 arrobas.
Euclides Formighieri, que abate dois mil animais de 22 meses e com 18 arrobas, em média, por ano, no Paraná e em Eldorado (MS), também já produz 85% de sua demanda de reposição. Dentro de dois anos, ele acredita que não terá mais de ir ao mercado para comprar os animais para completar o rebanho, como também acredita na normalização do mercado de reposição dentro de dois anos, quando a relação entre oferta e procura deve estar estabilizada.
Segundo ele, o preço de R$ 42,00 da arroba do boi gordo praticado na região de Cascavel é razoável para o período, mas está bem abaixo dos US$ 20 da média histórica. Formighieri diz que, a partir do final de agosto, o preço deve se situar em níveis razoáveis, entre US$ 23 e US$ 25 a arroba.

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