O produtor que depende dos recursos do governo para plantar deve comprar os insumos para a safra o mais cedo possível, assim que o dinheiro for liberado. O conselho é da engenheira agrônoma Margorete Demarchi, do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab). ''Não se sabe o que acontecerá com os preços'', disse, referindo-se às oscilações do dólar.
Nos últimos meses, os principais insumos utilizados por agricultores paranaenses enfrentaram altas significativas. Margorete revelou que a uréia, por exemplo, subiu 53,2% de fevereiro do ano passado para fevereiro de 2003. A tonelada, que antes custava R$ 487,38, passou para R$ 746,61.
O calcário dolomítico aumentou de R$ 29,96 para R$ 41,25 no mesmo período, totalizando valorização de 37,7%. Com relação a algumas formulações N-P-K, a 0/20/20 subiu de R$ 454,36 para R$ 664,34 (46,2%); a 4/14/8 aumentou de R$ 397,24 para R$ 554,62 (39,6%); e a 20/5/20 de R$ 477,63 para R$ 721,80 (51,1%).
As sementes também apresentaram alta considerável. De fevereiro de 2002 a fevereiro deste ano, a saca de 50 quilos de semente de feijão passou de R$ 126,73 para R$ 152,02, indicando aumento de 20%. Com relação ao milho, os híbridos de baixa tecnologia são os mais valorizados: a saca com 60 mil sementes subiu 26,7%, passando de R$ 44,13 para R$ 55,91. A alta no preço das sementes de soja foi de 27,4%, com a saca de 50 quilos aumentando de R$ 44,00 para R$ 56,06.
Os herbicidas (comprados antecipadamente pelos produtores) acompanham a tendência de alta. Entre três marcas conhecidas pesquisadas por Margorete, a valorização variou de 6,2% a 34,1%.
Apesar de tantos aumentos, a engenheira agrônoma acredita que a próxima safra deve garantir boa rentabilidade aos produtores. ''Os grãos continuam com preços atrativos'', disse.

mockup