O Sindicato Rural de Santana do Livramento e o Ministério da Agricultura decidiram ontem matar os 15 animais com sintomas de febre aftosa na Estância São Pedro, na fronteira gaúcha com o Uruguai, e abater para consumo outros 197 animais que estão na mesma propriedade. O sacrifício dos bovinos doentes ocorrerá com injeção letal, e não por ‘‘rifle sanitário’’.
A medida foi tomada à revelia do governo do Rio Grande do Sul, mas com o aval do dono do rebanho e do frigorífico que comercializará a carne das reses abatidas, e visa a atender às regras previstas no Plano Nacional de Erradicação da Aftosa em caso de detecção de um foco da doença.
‘‘Esse ato significa que os produtores têm consciência dos procedimentos de emergência, do que dizem as regras sanitárias’’, afirmou o secretário nacional de Defesa Agropecuária, Luiz Carlos Oliveira.
Se os animais não forem sacrificados, de acordo com o ministério, o Rio Grande do Sul poderá perder o status de zona livre de aftosa dado pela Organização Internacional de Epizootias (OIE).

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