Produtor de café reduz área plantada
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segunda-feira, 16 de agosto de 2004
Agência Brasil 
São Paulo - O preço do café no mercado internacional tem desestimulado o produtor nacional nos últimos quatro anos e os valores pagos por saca estão perigosamente próximos do custo, o que pode zerar o lucro. A afirmação é do presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Oswaldo Henrique Paiva Ribeiro. A entidade privada representa os interesses do setor cafeeiro no País.
Segundo Paiva Ribeiro, ''a área destinada ao cultivo diminuiu 300 mil hectares (11%) nos últimos dois anos: passou de 2,6 para 2,3 milhões de hectares''. Ele revelou que está havendo substituição por outras lavouras, principalmente a de soja.
Na última sexta-feira, o secretário de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Linneu Costa Lima, anunciou que a safra de café 2004/05 deve ser de 38,2 milhões de sacas. A estimativa representa um acréscimo de 32,8% sobre a safra anterior (28,8 milhões de sacas), prejudicada por alterações climáticas.
Paiva Ribeiro disse que o CNC entregou ao governo federal, na terça-feira da semana passada, um documento com reivindicações para o setor. As duas mais importantes são o lançamento dos contratos de opções, que garantam a venda do produto por preço previamente acordado e a utilização do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para possibilitar uma taxa de juros anual de 9,5%.
De acordo com o presidente do CNC, o preço atual da saca de café varia de US$ 65 a R$ 66. Em abril e maio, excepcionalmente, o preço da saca para exportação chegou a US$ 74 ''porque ninguém tinha café''. De 1994 a 2000 o preço, em média, foi de US$ 140,00. Pelos cálculos do CNC, o preço mínimo deveria estar acima de R$ 210 (mais ou menos US$ 70). Se a saca estivesse em R$ 210, o custo ficaria entre R$ 196 e R$ 200.


