Produto será incluído em merenda escolar
Além da sua importância técnica, o 1º Simpósio Brasileiro sobre Cruzamento de Bovinos de Corte (abertura hoje, às 9 horas, no IAPAR), pode apresentar alguns lances polêmicos, por conta do questionamento que setores da própria cadeia produtiva da carne fazem sobre cruzamentos de raças.
Entre os temas estão a escolha de raças por suas aptidões biológicas, uso de animais compostos ou sintéticos, resultados das pesquisas de gado de corte.
O evento ocorre num época em que há muita desinformação sobre o cruzamento visando a melhor conversão de carne.
''Se prevalecerem essas desinformações, o cruzamento poderá ser colocado de
lado e isso representa um retrocesso técnico com prejuízos para a pecuária nacional'', segundo o pesquisador Daniel Perotto, entrevistado ontem por este jornal.
Há uso inadequado de raças, cujo resultado são perdas, em vez de produtividade.
Pesquisadores de outras instituições concordam e acrescentam que há um certo amadorismo na busca de melhoramento das raças - embora admitam que a pecuária brasileira tenha conquistado grandes avanços.
Com relação à busca de uma carne de melhor qualidade, apontam que setores da cadeia questionam o grau de acabamento (entenda-se camada de gordura sobre a carcaça). Os cortes que o setor produtivo oferece nem sempre estão dentro da expectativa de mercado, segudo esses setores.
Já os produtores lamentam que frigoríficos paguem menos por animal cruzado quando deveriam pagar mais, como prêmio aos investimentos em qualidade. O ponto de divergência é a camada de gordura.
Esses e e outros aspectos conferem importância ao evento.
Polêmica à parte, o 1º Simpósio Brasileiro sobre Cruzamento de Bovinos de Corte, reúne hoje e amanhã no CDT do Iapar, pesquisadores de universidades brasileiras, do Iapar e da Embrapa, além de representantes de associações de criadores.
É o que há de melhor em conhecimento científico e tecnológico, enfim a massa crítica que pensa o melhoramnto genético no Brasil.
Milho - Após três semanas movimentadas, mercado do milho se manteve apático ontem pelo terceiro dia consecutivo. A causa foram dificuldade no embarque e queda nos preço internacionais. Veja cotações na página 2.
Soja - Bolsa de Chicago fechou em baixa por conta de iminentes retaliações do mercado chinês, em represália à restrições impostas à importação de seda pelos EUA. Mercado interno cedeu pelo menos R$ 1,50/saca, em relação à terça-feira, no Oeste, Ponta Grossa e Porto de Paranaguá. Veja página 2.





