Análise mais ampla do mercado até o final da temporada da safra de verão - e incluindo um prognóstico da safrinha - sugere previsão otimista. O analista João Pedro Cuthi Dias observa que o interesse pelo milho é ‘‘cada vez mais crescente’’ como principal fator de custo de produção das carnes de frango e suínos. Esses produtos, ano passado, representarm US$ 1,4 bilhão, o frango, e US$ 350 milhões o suíno, cuja receita cresce para US$ 500 milhões este ano.
O milho tem tudo a ver com isto, observa João Pedro Cuthi Dias, que é consultor de Fomento do Centro-Oeste da Bolsa Mercantil e de Futuros (BM&F). ‘‘Cada vez mais o Brasil vai depender de uma produção estável e de qualidade. É que cada vez mais as carnes brasileiras estarão presentes no cardápio de países do Primeiro Mundo, rigorosos no controle de qualidade.
É natural que esses produtores que exportam sejam muito cobrados e, ao mesmo tempo, cada vez mais exigentes com relação aos seus fornecedores, especialmente no caso da ração, segundo João Pedro. O mercado vai ter que contemplar os fatores qualidade e eficiência.
Apenas para lembrar, diz o técnico, o milho é utilizado como o mais importante insumo para o setor de criação animal destacando-se também na alimentação humana consumido sob as formas de fubá, farinha, óleo, amido, etc. De todo milho produzido 36,6% é destinado para o setor de aves, 23,5% para o setor de suínos, 7,6% para o setor de pecuária de leite e corte, 11,7% para o setor industrial, 4,2% para o consumo humano e 9,9% é utilizado pelos próprios produtores rurais em suas propriedades na alimentação familiar e animal.
É responsável pela sustentação alimentar do setor de criação de aves e suínos que produziram 5,97 milhões de toneladas de carne de frango em 2000, das quais 15% destinaram-se à exportação, e 2,4 milhões de toneladas de carne suína (equivalente carcaça), das quais 9,2% destinaram-se ao mercado externo. Os gráficos 3 e 4 ilustram o crescimento da produção e exportação dessas commodities.

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