Produto saboroso e muito lucrativo
Produto barato, saboroso, de rápida degustação. Ideal para os dias mais frios, mas que pode ser consumido em qualquer época do ano, acompanhado de refrigerante, café, suco ou vitamina. Quem produz essa delícia, sabe bem que o pastel, tem sempre que ser de primeira.
E isso inclui um bom recheio. A história do ''pastel de vento'', já é coisa do passado. Hoje em dia, os recheios são variados e quanto mais, melhor.
É o que afirma Jorge Kamiji, 42, um dos mais tradicionais vendedores de pastel de Londrina. Descendente de japoneses, amante da pesca e que na verdade, queria ser caminhoneiro, há 20 anos o feirante se dedica à produção de massas e pastéis, conquistando um dos maiores mercados do produto em Londrina.
A história do Pastel do Jorge, muita gente já conhece. A banca tradicional na feira de domingo, próxima ao Cemitério São Pedro, tem movimento garantido, desde as três horas da manhã. Os primeiros clientes são os frequentadores da noite, que durante a madrugada, aproveitam para saborear os pastéis, fritos na hora.
Ali, são vendidos em média 2.500 pastéis, de 12 variedades, durante o horário da feira. ''Em dias de maior movimento, chego a vender até 3 mil pastéis'', afirma Kamiji, que profissionalizou o negócio iniciado pelos avós, na década de 70.
Ele lembra que a massa do pastel era feita com gordura de porco, mas foi substituída pela gordura hidrogenada (gordura Trans). O real segredo da massa ele não conta, mas afirma que a receita veio do Japão, trazida pela avó. ''Isso é segredo e não conto pra ninguém''.
Há oito anos, ele mantém uma fábrica de massas e de pastéis, que distribui os produtos para Londrina e região metropolitana. (veja reportagem nesta página)
A rotina é dura. Todos os dias, Jorge Kamiji acorda as três horas da manhã e só dorme às 22 horas. A banca é montada quatro vezes por semana.
Clientela fixa, o feirante continua atraindo os consumidores com a ajuda da mídia. Há oito anos com propaganda em rádios locais, ele garante o movimento na banca e o retorno financeiro. ''É um negócio lucrativo'', informa, dizendo que com a venda dos pastéis, além de manter o sustento da família, está conseguindo a realizar o grande sonho de manter um negócio paralelo de uma empresa terceirizada de caminhões. (M.O.)





