Produto popular predomina na feira
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quinta-feira, 22 de abril de 1999
Da Redação 
A maioria dos expositores da Movelpar 99, Feira de Móveis do Paraná, que termina sábado no Pavilhão de Exposições Expoara, em Arapongas, tem sua produção voltada para o consumo popular. As lâminas de MDF (chapa composta de fibras de madeira) são a base da mobília produzida por estas indústrias. A camurça tem sido um dos revestimento mais usados para sofás e cadeiras e o PVC (material plástico) é acabamento de muitos móveis para informática. Todos esses materiais possibilitam a produção em larga escala por um preço final acessível.
Mas há também empresas que buscam o lojista com maior poder aquisitivo, oferecendo móveis de madeira maciça e artigos como o couro e tecidos nobres. A Renar, de Friburgo/SC, vende móveis de pinus para sala e quarto e exporta metade do que produz. Em 98 trouxe para seu caixa US$ 5 milhões vindos dos Estados Unidos, Europa, Ásia, Oriente Médio e Mercosul. O principal produto é um jogo de quarto com cama, cômoda com espelho e um gaveteiro. O sócio da empresa, Claudinei Morsoletto, disse que muitos clientes importadores estão visitando a Movelpar e já engatilharam negócios. Temos boa perspectiva de fechar com clientes novos. São lojistas que já trabalham com madeira maciça e outros que pretendem entrar no mercado.
Entre os mais de 200 estandes com móveis de linhas e cores modernas, um se destaca por apresentar peças no estilo clássico. Donos de três empresas que fabricam cadeiras, espelhos e lustres no mesmo estilo resolveram se unir e apostar na feira. As cadeiras têm entalhes nos braços e encosto pintados em dourado. Para o sócio-proprietário da Freunden, de Londrina, Dorival Rubens, que produz as peças, a experiência está sendo muito boa. Não imaginei que teríamos tanta aceitação. A empresa fechou um bom negócio na quarta-feira, com uma loja de Belo Horizonte/MG.
Os espelhos com geometria diferenciada e molduras de madeira com apliques em resina foram trazidos pela Scarazzato, também de Londrina. O dono da empresa, Eduardo Scarazzato, disse que já fechou mais de 10 negócios. A Janeta Lustres, de Rolândia também comemora o sucesso da feira. Mesmo com poucos modelos, o material e acabamento chamaram a atenção, segundo a dona da empresa, Maria Josefa Janeta. Todo o trabalho é artesanal, explica.


