Curitiba - O diretor para o hemisfério ocidental da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, Mark Smith, vê com ressalvas a aposta do governo norte-americano nos biocombustíveis. Segundo ele, quase a totalidade da produção de etanol, atualmente, está concentrada no meio-oeste e os mercados consumidores mais importantes estão na costa - na Califórnia - e em Nova Iorque. ''Não há sistema de logística nem postos comerciais para a mistura (de etanol na gasolina) para fazer crescer o mercado comercial'', analisou.
Outra restrição, na opinião de Smith, é que a matriz automobolística dos Estados Unidos pode ir até 10% de mistura de etanol na gasolina. Para ele, propor percentual superior a esse é ''ir para um lugar onde não há consenso''. ''O Brasil, com o Proálcool, tinha propósito de estimular o uso do álcool puro. Aqui estamos partindo de uma perspectiva bem diferente'', comparou.
Smith não acredita que a indústria de biocombustíveis será a solução para a questão da segurança energética, mas concorda que terá papel importante. ''Os Estados Unidos gostam do conceito de energia renovável, querem se livrar da dependência dos maus jogadores (Irã, Iraque), mas não querem pagar mais por isso'', afirmou Smith. ''Se os Estados Unios querem realmente ter mercado nacional para biocombustíveis com o etanol, teremos que olhar atentamente o custo-benefício, não somente os custos logísticos'', acrescentou ele.(A.L.)

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