Depois de cumprir as exigências do governo americano, o Brasil deverá ser contemplado com cotas de exportação de carne bovina com o Imposto de Importação reduzido. Enio Marques informou que já foi feita uma oferta às autoridades brasileiras para concessão de uma cota anual de 20 mil t de carne ‘‘in natura’’, condição já dada à Argentina e ao Uruguai. O Brasil, no entanto, poderia se beneficiar de uma cota maior, de 60 mil t, autorizada pelos Estados Unidos sob a rubrica de ‘‘outros países’’, e que não está sendo utilizada exatamente pelo alto grau de exigência feito pelas autoridades sanitárias americanas.
Marques diz que, com a venda de carne ‘‘in natura’’, o Brasil poderia ampliar substancialmente suas receitas, considerando que hoje exporta basicamente carne cozida, com uma venda anual em torno de US$ 100 milhões.
Com relação àss exportações de carne bovina para a Rússia, o diretor da Abiec informa que as negociações, apesar de terem avançado depois da visita do presidente FHC neste mês, ainda estão em andamento. Os russos estão fazendo exigências com relação a controle de brucelose e tuberculose bovina, embora essas duas doenças não apresentem risco de contaminação por meio da carne. Além disso, á incidência dessas moléstias é muito baixa no Brasil
Enquanto as negociações não permitem um processo de vendas mais amplo, a Abiec está contratando mais um veterinário russo para inspecionar a saída de carnes do Brasil para o mercado daquele país. Desta vez, o veterinário russo, que custa cerca de US$ 10 mil ao mês à entidade (incluindo uma diária de US$ 100 mais gastos com hospedagem, locomoção e tradução) irá atuar no Porto de Santos.
O primeiro veterinário foi contratado em maio do ano passado, para fiscalizar as exportações de carne suína que saem do Porto de Itajaí, em Santa Catarina.

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