Nova York – Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta moderada na New York Mercantile Exchange (Nymex), depois de devolverem grande parte dos ganhos obtidos em reação a decisão do Iraque de suspender suas exportações por 30 dias ou até que Israel se retire dos territórios palestinos. Contudo, os futuros de petróleo falharam em sustentar os ganhos porque a Opep prometeu compensar a queda na oferta.
O embargo do Iraque, apesar de isolado até agora, preocupa os participantes porque ocorre diante de um pano de fundo de recuperação econômica dos EUA, greve de petroleiros na Venezuela e crescente violência no Oriente Médio, disseram analistas.
Porém, o secretário-geral da Opep, Ali Rodriguez, minimizou o impacto do anúncio do Iraque dizendo que a produção dos produtores independentes está crescendo, os estoques globais estão elevados.
O ministro de petróleo da Venezuela, Alvaro Silva, procurou acalmar os mercados dizendo que a produção e a exportação de petróleo cru e derivados do país não foi atingida pelo bloqueio dos trabalhadores da estatal Petroleos de Venezuela SA. Silva também negou as notícias de que a principal refinaria do país estaria operando com 50% de sua capacidade. ‘‘Há normalidade na atividade petrolífera do país’’, disse.
Os contratos de petróleo para maio fecharam em US$ 26,54 o barril, em alta de US$ 0,33. A mínima foi de US$ 26,46 e a máxima de US$ 27,23.

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