Produto brasileiro vira 'grife' nas lojas do exterior
Ex-funcionário do Banco do Brasil e com formação em comércio exterior, o Adauto Rossi, da Bonifor, afirma que a venda no mercado externo passa por uma mudança de conceito. O mercado é interessante porque se passa a vender uma marca, é diferente do que mercado promocional, explica o empresário.
Esta mudança de conceito exige que a indústria adquira matéria-prima de qualidade, que pode ser toda comprada no Brasil. No ramo há quatro anos, Rossi afirma que pretende exportar, mas que, inicialmente, busca treinamento de mão-de-obra. A etapa seguinte é a aquisição de novas máquinas.
Trabalho com uma perspectiva de médio e grande prazo, afirma o empresário. Sobre o mercado interno, ele diz que a grande maioria das empresas de Apucarana estão fabricando o mínimo. Nos últimos 10 dias ele informa que houve uma certa reação, com aumento da procura. O mercado externo é interessante para o setor porque garante às empresas a comercialização do produto indepedentemente de turbulências no cenário econômico, diz.
A produção de bonés em Apucarana começou na década de 70, através da iniciativa de um pequeno empresário que vendia chapeuzinhos e tiaras confeccionados artesanalmente. O negócio foi ampliado e surgiu a primeira fábrica de bonés na cidade. Da pequena fábrica foram surgindo outras.
O setor cresceu a partir da demanda existente no mercado promocional, já que os bonés eram utilizados pelas empresas como brinde e canal de propaganda. Posteriormente as fábricas de maior porte passaram a atuar no segmento de moda, investindo na produção de grifes famosas sob licenciamento, atendendo grandes lojas de departamentos e butiques.





