O governo deverá tornar mais ameno o corte de luz para consumidores comerciais e industriais que não cumprirem a meta de economia do racionamento (hoje, corte de um dia para cada 3% de ultrapassagem da meta de consumo). Resolução prevista para ser divulgada hoje deverá diminuir esse período de suspensão.
O ''ministério do apagão'', Pedro Parente, já havia tornado muito difícil a possibilidade de corte para esses consumidores. Foram criadas várias possibilidades de compra de energia para consumo além da meta. Para os consumidores comerciais e industriais, é possível comprar energia não-consumida para não sofrer o corte.
Para a pequena indústria e o comércio, o consumo além da meta é fornecido automaticamente, mas faturado por preço mais caro que o normal. O corte só é feito por inadimplência.
Divergências O secretário estadual de Energia de São Paulo, Mauro Arce, não deu crédito às observações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) sobre o melhor momento de pôr fim ao racionamento de energia elétrica. Na última sexta-feira, o Inmet informou que o ideal seria esperar até o final de 2002 para que houvesse uma recuperação do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas e, aí sim, terminar o racionamento.
As informações contrapõem-se aos planos da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), da qual Arce é um dos coordenadores, de reduzir o racionamento para 5% no próximo ano, se chover 75% da média no próximo período chuvoso e contando com a produção de energia dos projetos emergenciais de geração.
''Há divergências até mesmo entre os próprio institutos de meteorologia sobre as variações climáticas'', disse Arce. ''Tivemos, por exemplo, no ano passado a informação de que a estação chuvosa seria normal'', acrescentou, referindo-se ao último período de chuvas entre novembro e março, em que a insuficiência de precipitações contribuiu significativamente para a redução do enchimento dos reservatórios, detonando a crise energética.
Minas A Justiça do Trabalho de Minas Gerais derrubou no final da tarde de anteontem liminar que impedia os eletricitários do Estado de cortar a energia dos consumidores mineiros que não atingiram as metas de redução de consumo.
A decisão foi tomada pelo presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Minas Gerais, Antônio Miranda, que acatou defesa apresentada pela Advocacia Geral da União.
A liminar que impedia os cortes havia sido conseguida pelo Sindicato dos Eletricitários do Estado, no dia 19 de agosto, sob o argumento de que os trabalhadores estariam colocando em risco sua integridade física ao realizar os cortes.

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