Produção recorde foi em 2004
Curitiba - No ano passado, as 63 culturas temporárias e permanentes investigadas pelo IBGE ocuparam uma área de 62,352 milhões de hectares (3% menor que no ano de 2005), gerando um valor de produção de R$ 98,3 bilhões. Na comparação com 2005, esse valor cresceu 2,9% impulsionado principalmente pela cana-de-açúcar - que teve os preços elevados em função da maior demanda pelo álcool - pelo café e pela laranja. O valor da produção agrícola brasileira em 2006 ainda não chegou ao patamar de 2004, quando foi recorde, de cerca de R$ 111,2 bilhões.
Apesar de ter sido atingida pelos preços, a soja continuou, em 2006, sendo a cultura com maior contribuição para o valor total da produção agrícola brasileira (18,8%). Em seguida, vieram a cana-de-açúcar (17,3%), o milho (10,1%) e o café (9,5%). Juntos, os quatro produtos representaram 55,7% do valor da produção agrícola de 2006.
Entre os Estados, São Paulo foi o responsável pela maior fatia do valor da produção agrícola do País (20,3%). O Estado é o maior produtor de laranja (79,7%), cana-de-açúcar (58,8%), amendoim (82,2%), caqui (50,8%), goiaba (35,9%), limão (79%) e tangerina (44,4%).
Minas Gerais, que ocupava a quarta colocação em 2005, passou à segunda maior participação em 2006, com 12,3% do valor da produção nacional. O café, principal produto agrícola mineiro, teve um aumento na produção de 32%. (A.B.)





