Airton Vidal Maron, superintendente da Appa, esclareceu que o sistema de carga on-line, que faz o agendamento prévio dos navios, funciona, mas o problema são os exportadores que enviam cargas sem estarem nomeadas. Além disso, segundo ele, há produtos da safra passada como o trigo que eram para ser movimentados até janeiro ou início de fevereiro e ainda continuam nos armazéns. ‘‘Um dia de chuva provoca 60 Km de fila.’’
  Maron disse que não há problema em relação aos produtores que negociaram as cargas por antecipação desde que estejam com navio nominado. ‘‘O grande problema no Brasil é a falta de infraestrutura. Não há uma rede de armazenagem adequada no interior’’, disse. O transporte em Paranaguá ainda é muito apoiado no modal rodoviário (70%), seguido de 27% do ferroviário e 3% do modal por oleoduto. Em relação ainda a capacidade de armazenagem, a Appa trabalha para aumentar o potencial que hoje é de 1,1 milhão de toneladas. A administração também estuda um aumento das tarifas portuárias. Só em 2010, a arrecadação em tarifas foi de R$ 232 milhões para uma despesa de R$ 110 milhões.
  Depois da Operação Dallas da Polícia Federal, deflagrada em janeiro para investigar irregularidades no porto, está ocorrendo uma auditoria completa. A ação culminou na prisão do ex-superintendente Daniel Lúcio Oliveira de Souza (A.B.)

mockup