Produção paranaense soma 300 mil veículos/ano
Curitiba - Além do Paraná, outros quatro Estados estavam disputando o novo investimento da Renault no Brasil: Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e São Paulo. O Paraná foi beneficiado após extensas negociações entre a direção da montadora e o governador Beto Richa, que destacou que atualmente o Estado produz cerca de 300 mil veículos por ano.
Na solenidade de ontem, no Palácio das Araucárias, o governador pediu desculpas ao presidente mundial da Renault, Carlos Ghosn, pelos ''maus-tratos'' que a montadora sofreu nos últimos oito anos em referência ao relacionamento conturbado com o ex-governador e atual senador Roberto Requião (PMDB).
Ghosn também criticou Requião, dizendo que, durante os oito anos do governo do peemedebista, nunca foi recebido para discutir investimentos da empresa no Estado, apesar de ter vindo para São José dos Pinhais visitar a fábrica todos os anos. O executivo frisou que esses maus tratos teriam gerado dúvidas se o investimento deveria ser feito no Paraná.
Além dos benefícios fiscais concedidos pelo Paraná e da garantia de um bom relacionamento com o governo atual, outros fatores pesaram na decisão de investir na planta do Complexo Ayrton Senna. Em primeiro lugar, a localização geográfica de Curitiba, 400 km ao Sul de São Paulo, próxima ao Porto de Paranaguá e de países que interessam à montadora: Argentina, Paraguai e Uruguai. Outro requisito importante é a presença já estabelecida na Região Metropolitana de Curitiba de 55 fornecedores e da presença de mão de obra capacitada.
O senador Roberto Requião não foi localizado para comentar as críticas de Richa e Ghosn. Ontem ele publicou pelo twitter que estava em Londres, representando o Parlamento do Mercosul, e participava de reunião com a Comissão de Relações Exteriores do Congresso da Inglaterra. (A.D.C.)





