Curitiba - Mostrar as novidades tecnológicas na área de papel e dar palestras de aperfeiçoamento técnico focando o tipo de produção da Região Sul. Esses são os objetivos da feira Expocelpa Sul, que traz, até hoje, 38 empresas fornecedoras das indústrias de papel e celulose para Curitiba. Profissionais da área falaram sobre o panorama do setor no País, meio ambiente, reciclagem e tissue (papéis do ramo da higiene). A produção nacional de papel, até março deste ano, foi de 1,99 milhão de toneladas, 3,4% maior que o mesmo período de 2003, e de pasta de celulose foi de 2,4 milhões de toneladas, 8,7% maior que nos três primeiros meses do ano passado.
''Estamos focando bastante a questão do meio ambiente e da reciclagem porque o Paraná desenvolve muitos trabalhos nessas áreas. Aqui tem o maior reflorestamento de pinus do País plantio certificado. E só o sul do País, principalmente o Paraná, trabalha com pinus, que possui uma fibra longa, portanto mais resistente'', explicou o gerente técnico da Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel (ABTCP), entidade organizadora da feira, Afonso Moraes de Moura. De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), o Paraná reflorestou 202 mil hectares de florestas de pinus em 2002. Esse área é o dobro do segundo maior reflorestador, Santa Catarina, que replantou 102 mil hectares.
De acordo com ABTCP, o grande forte do Brasil está no papel para embalagens, sendo que 73% do total produzidos para esse segmento são reciclados. Em 2002, a indústria papeleira do Paraná estava em quarto lugar no consumo de papéis usados, com uma participação de 13,4% no cenário nacional (405 mil toneladas), segundo a Bracelpa. Moura lembra que aqui está instalada a maior indústria de embalagens do País, a Klabim, que produz boa parte de seus produtos com matéria-prima reciclada. A produção brasileira de embalagens do País de janeiro a março desse ano foi de 949,6 mil toneladas, seguido por papéis para imprimir e escrever, com uma produção de 584,9 mil toneladas e por papéis sanitários (tissue), com 129,7 mil toneladas.
A feira veio mostrar também que o papel está sendo usado no lugar madeira para a exportação de hortifrutigrangeiros. Segundo Moura, o mercado internacional vê vantagens no papelão para o acondicionamento dos produtos e já está pedindo que os produtores façam a migração. ''O papelão é mais leve, mais fácil de empilhar, acondicionar e estocar, é mais higiênico, é biodegradável e reciclável. O mercado europeu só compra produtos embalados em caixas'', reforçou o técnico de laboratório da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), Hermínio Guimarães.

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