Rio de Janeiro – A produção industrial registrou um modesto crescimento de 1,5% no ano passado, ante expansão de 6,6% em 2000. Apesar da forte desaceleração entre um ano e outro, a avaliação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que o resultado foi bom diante do cenário adverso enfrentado pelas empresas e que incluiu a crise argentina, racionamento energético, alta dos juros, volatilidade do câmbio, atentados terroristas e desaceleração da economia mundial.
A expansão foi alavancada especialmente pelos resultados do primeiro trimestre, antes do agravamento da crise argentina. Os índices em bases trimestrais (comparativamente a iguais trimestres de 2000) apontam claramente a trajetória de desaceleração industrial no decorrer do ano. No primeiro trimestre houve expansão de 7,3% e no segundo de 3,2%, recuando para uma queda de 2% no terceiro trimestre e redução de 3,6% no quarto trimestre.
O ápice do processo de desaceleração ocorreu em dezembro, quando a produção industrial caiu 6,1% ante mesmo mês do ano anterior, resultado influenciado pela base de comparação de 2000, quando o setor apresentou excepcional expansão de 7,7%. Com o resultado de dezembro, a produção que registrava alta acumulada de 2,1% até novembro recuou para 1,5%.
Mas dezembro foi também o mês que marcou o que Mariana considera a reversão do processo de desaceleração da indústria. Segundo a economista do IBGE, os resultados confirmam a tendência de recuperação, já sinalizada em novembro, quando o aumento foi de 1,6% ante outubro, após oito meses sem registros de expansão.

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