Produção na safra da seca fica 42,3% maior
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segunda-feira, 01 de março de 1999
Da Redação 
O Paraná deverá colher neste ano a maior safra de feijão da seca de sua história. A lavoura, que contribui com 15% da produção total de feijão do Estado, poderá render 148 mil toneladas. O volume é 42,3% maior em relação à safra da seca do ano passado, quando foram colhidas 104 mil toneladas. A área plantada, de 121 mil hectares, é a maior desde a safra 76/77 e representa um aumento de 31% em comparação com o último ano, quando foram cultivados 92,5 mil hectares. Os números são do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura.
A colheita do feijão da seca começa no final deste mês. A engenharia agrônoma Margorete Demarchi, do Deral, explica que, além da área maior, o nível tecnológico da safra atual é considerado bom, o que deverá resultar numa produtividade satisfatória.
A expectativa é que as lavouras das regiões mais tecnificadas, especialmente Jacarezinho e Ponta Grossa, rendam entre 1,7 mil e 1,9 mil quilos por hectare. Na safra 76/77, a área plantada foi maior que a atual, chegando a 147 mil hectares. Na época, no entanto, não havia a mesma tecnologia de hoje e a produtividade era bem menor, entre 500 e 600 quilos por hectare, compara.
O Paraná produz três safras de feijão por ano, a das águas, da seca e de inverno. Somando as três, o Estado é o maior produtor nacional, contribuindo com 17% da produção brasileira. No ano passado, os agricultores paranaenses colheram nas três safras 495 mil toneladas. Para a safra atual, a previsão é chegar a 550 mil toneladas, um aumento de 10%.


