São Paulo - A produção mundial de algodão deve crescer 7% e atingir 20,5 milhões de toneladas em 2003/2004, o terceiro recorde consecutivo, de acordo com o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC, de International Cotton Advisory Committee). O consumo mundial esperado para o mesmo período é de 21,1 milhões de toneladas (alta de 0,5%), e a China continental deve continuar impulsionando o uso industrial da fibra, com importações líquidas projetadas em 550 mil toneladas em 2003/03.
Os estoques finais mundiais estão estimados em 8,3 milhões de toneladas, o mais baixo nível em nove estações. De qualquer modo, o estoque disponível para as indústrias fora da China continental está projetado em 48%, abaixo dos 54% de 2001/02, mas ainda acima da média de 40% registrada na década de 90.
Estes fundamentos de mercado sugerem que a média do índice Cotlook A deve ficar em US$ 0,63 por libra-peso, 7 cents acima da média projetada para 2002/2003. O crescimento do consumo mundial de algodão está ocorrendo nos países industrializados, enquanto a industrialização do algodão está tendo lugar nos países em desenvolvimento, segundo o ICAC.
Como consequência, as importações de produtos têxteis feitos com algodão pelos países industrializados é crescente. A eliminação de todas as cotas têxteis, portanto, poderia acelerar o declínio das indústrias de fiação nos países industrializados.
O uso industrial do algodão nos Estados Unidos é muito baixo por causa das importações de produtos prontos, que crescem mais de três vezes mais rapidamente que a média de crescimento das vendas no varejo. A firmeza do euro em relação a outras moedas terá impacto devastador para a indústria têxtil européia, segundo o ICAC.
O consumo industrial poderá crescer em 150 mil toneladas na China continental em 2003/04, para demanda total estimada em 6,35 milhões de toneladas. Significativo crescimento industrial também é esperado em países como Índia, Paquistão e Turquia.

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