Produção local ganha marca
Com ajuda do Sebrae, os artesãos, que já tinham alguma técnica, agora estão tendo o conhecimento nivelado e os produtos vão passar a ter um padrão de qualidade. ''Com isso, eles farão um artesanato que agrega valor'', explica Joel Franzin Junior, consultor do Sebrae no Paraná, e responsável pelo projeto de artesanato no órgão. O objetivo agora é criar a marca do artesanato de Londrina. Para isso, será criado um selo e uma marca que vão caracterizá-lo como artesanato da cidade. Estão se definindo ainda quais os critérios para obter o selo. Em Londrina, de acordo com o Sebrae, mais de 300 pessoas trabalham com artesanato.
A arte tem beneficiado também as pequenas empresas. Prova disso está na parceria entre 50 artesãos de Londrina que estão desenvolvendo peças para empresas locais de confecções e acessórios.
A iniciativa foi realizada em parceria com o Sebrae no Paraná, que há cerca de um ano desenvolve a capacitação dos artesãos por meio de oficinas e consultorias em design. No projeto de comercialização, foram elaboradas peças que envolvem técnicas como a tecelagem, bordado, crochê e fibras naturais.
As primeiras experiências são protótipos. A idéia é que a partir disso, os profissionais desenvolvam peças exclusivas para as indústrias, firmando parcerias de acordo com o interesse de cada uma nas técnicas empregadas.
''O artesanato não precisa ficar restrito apenas a alguns artigos de decoração e bijuterias. Ele tem que ser visto como atividade profissional e o processo de inclusão na indústria valoriza o trabalho do artista'', observa Franzin.
De acordo com ele, os grupos de artesãos se reúnem semanalmente para produzir em conjunto, desenvolver conceitos, pensar possibilidades e tendências e projetar iniciativas.
Os grupos que estão desenvolvendo o programa no Sebrae vão expor os trabalhos desenvolvidos em parceria com indústrias no evento ''Clínica Tecnológica para o Vestuário'', promovido pela entidade, que acontece nos dias 31 de outubro e 01 de novembro. No evento, os integrantes também vão receber orientações da especialista Heloísa Bahia Diniz, designer da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (ABIT), que vai falar das possibilidades do artesanato como diferencial na moda brasileira.





