Curitiba - O Operador Nacional do Sistema (ONS) havia solicitado à Companhia Paranaense de Energia (Copel) que colocasse a usina em operação para aliviar o problema da falta de energia que a Região Sul está enfrentando com o baixo nível dos reservatórios.
A UEG traria um alívio de 484 MW que seriam incorporados ao sistema elétrico nacional em caráter emergencial. Isso porque, hoje, 65% da energia consumida pelo Sul vem do Sudeste o que equivale a aproximadamente 5.300 megawatts. Em função da estiagem, os reservatórios do Sul estão com apenas 32,18% da capacidade preenchida. O ONS informou que, caso a usina não entre em operação, dispõe de outras alternativas mas não revelou quais seriam.
Neste ano, a Copel assumiu o controle acionário da usina ao comprar os 60% das ações da El Paso pelo valor de R$ 416 milhões. Com isso, a estatal detém hoje 80% das ações. Essa foi a saída que o governo do Estado encontrou para não ter que pagar US$ 827 milhões devidos a El Paso referentes a uma pendenga judicial que foi discutida na Câmara Arbitral de Paris. No entanto, o contrato previa que a Copel assumisse o controle da usina de forma natural a um preço simbólico de R$ 1 após 20 anos de uso, segundo o ex-presidente da estatal, Ingo Hubert. (A.B.)

mockup