Brasília - A Produção Integrada de Frutas (PIF), uma exigência dos principais mercados importadores, como a União Européia, é um sistema com aplicação racional de agroquímicos, diferente do convencional usado na fruticultura brasileira.
Os indicadores parciais de racionalização do uso de agrotóxicos de 2003, divulgados pelo Programa de Desenvolvimento da Fruticultura (Profruta) do Ministério da Agricultura, indicam que nos pomares de maçã, por exemplo, o uso de herbicidas e acaricidas caiu 67%; de inseticidas, 40%; e de fungicidas, 15%. Com a produção integrada os pomares de maçã registraram uma redução de 600 toneladas na aplicação do ditiocarbamato, o que representou uma economia de R$ 9 milhões para os produtores do setor.
Segundo o coordenador do programa de apoio à fruticultura do Ministério da Agricultura, José Rozalvo Andrigueto, a produção integrada se baseia em um tripé. ''O emprego da produção integrada gera um produto saudável, protege o meio ambiente e aumenta a renda do produtor porque racionaliza os gastos''. analisa Andrigueto.
O sistema de produção integrada mostra também um impacto positivo nas plantações de manga, com queda de 80% nas aplicações de herbicidas, 60,7% na de fungicidas e 43,3% na de inseticidas. Nos parreirais do Nordeste, o uso de herbicidas caiu 60,5%; de inseticidas, 53%, e de fungicidas, 43,3%. Houve também uma racionalização do emprego de agrotóxicos nos pomares de mamão, caju, melão e pêssego.

mockup