A produção industrial brasileira registrou um crescimento de 6,9% no primeiro trimestre de 2001 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa é a mais elevada desde o primeiro trimestre do ano passado, quando atingiu 7,9%. Desde o terceiro trimestre do ano passado, quando ficou em 6,1%, esse indicador vem apresentando uma leve aceleração, tendo passado a 6,5% no quarto trimestre de 2000.
De acordo com o economista do Departamento de Indústria do IBGE, Silvio Sales, a indústria tem mantido, desde o final do ano passado, o mesmo padrão de crescimento apoiado nas áreas de bens de capital, que cresceram 19% no trimestre, e de bens de consumo duráveis, com alta foi de 15,4% no trimestre. Os bens intermediários e semiduráveis tiveram no mesmo período altas respectivas de 5,9% e 0,7%.
De acordo com Sales, além da ampliação dos investimentos como reflexo do crescimento dos bens de capital e da sustentação da demanda interna por bens de consumo duráveis, as exportações desses dois segmentos da indústria também têm influenciado seus desempenhos.
Ele citou que as vendas externas de bens de capital cresceram 11,9% no primeiro trimestre, enquanto os automóveis aumentaram em 42,5% o valor de suas exportações no período.
MarçoApesar de ter apresentado uma alta de 6,9% no primeiro trimestre deste ano, a indústria brasileira registrou em março queda de 0,3% em relação a fevereiro. Na comparação com março do ano passado, a alta foi de 7,7%. Nos últimos 12 meses, houve alta de 6,3%.
A queda de 0,3% entre fevereiro e março mantém, segundo o IBGE, o patamar de produção do setor próximo ao nível recorde ocorrido em dezembro do ano passado.
Apesar de 12 dos 20 ramos pesquisados terem apresentado alta em março, as quedas em alguns setores, cujo peso na indústria é maior, ocasionaram uma taxa negativa no mês. Entre os setores em queda estão a indústria extrativa mineral e química, com retrações de 4%.
Para o economista Silvio Sales, a queda na produção em março, em relação ao mês anterior, não é um sinal de mudança de trajetória do crescimento da indústria.
‘‘O fato de março ter ficado negativo não significa que abril também será menor. Houve um recuo em março, mas não foi expressivo’’, explicou.

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