Rio - A produção industrial subiu 0,2% em novembro de 2017 ante outubro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta sexta-feira (5), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Trata-se da terceira elevação consecutiva, período em que acumulou ganho de 0,9%. O resultado foi melhor que a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, calculada em -0,15%, a partir do intervalo que previa de uma queda de 0,80% a uma expansão de 1%.
Em relação a novembro de 2016, a produção cresceu 4,7%, também acima da mediana das previsões. A alta foi a mais acentuada para o mês desde 2010, quando a indústria tinha registrado expansão de 5,3%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 2,1% a 5,8%, com mediana de 3,85%.
No ano, a indústria teve alta de 2,3%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 2,2%, a taxa mais elevada desde setembro de 2013, quando a alta foi de 2,3%.
12 de 24
A produção industrial cresceu em 12 dos 24 ramos pesquisados na passagem de outubro para novembro. As principais influências positivas foram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (com expansão de 6,5%, acumulando ganho de 26,6% nos dois últimos meses e eliminando a perda de 18,5% registrada em setembro) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (com alta de 1,9%, após recuo de 10,3% nos meses de setembro e outubro).
O segmento de metalurgia cresceu 2,2%, mantendo a tendência positiva iniciada em agosto de 2017, período em que acumulou expansão de 7,6%. O setor de produtos alimentícios teve crescimento de 0,7%, recuperando parte da redução de 5,3% verificada em outubro. Já a atividade de celulose, papel e produtos de papel teve expansão de 2,3%, o quarto resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período avanço de 3,7%.
Entre os onze ramos que reduziram a produção em novembro ante outubro, o setor de bebidas (-5,7%) teve o principal impacto negativo sobre a média global da indústria. Outras quedas relevantes foram observadas nos setores de artigos de vestuário e acessórios (-5,8%), produtos diversos (-9,0%), máquinas e equipamentos (-1,4%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%).
"A produção de automóveis cresce, é a parte de autopeças que vem com contribuição negativa. A atividade de veículos automotores tem dois resultados negativos em sequência, mas os crescimentos de meses anteriores tinham sido muito intensos. A produção de caminhões também tem crescimento na margem (em relação a outubro)", explicou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE.

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