Rio de Janeiro - Após apresentar queda de 1,8% no mês anterior, a produção industrial subiu 1,9% em junho na comparação com maio, eliminando o resultado negativo anterior. A pesquisa foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o melhor desempenho do setor desde janeiro, quando a alta ficou em 2,7%. O resultado da indústria foi superior à expectativa do mercado, que projetou alta de 1,2% no período. O dado de maio foi revisado, anteriormente a queda era de 2%.
Já em relação a junho de 2012, houve crescimento de 3,1% - foi a terceira alta consecutiva nesse tipo de comparação. Com esse resultado, o acumulado de 2013 ficou positivo em 1,9%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, a taxa ficou positiva em 0,2%.

Setores
Segundo o IBGE, a expansão em junho foi generalizada: ocorreu em 22 dos 27 ramos pesquisados. Os principais destaques positivos foram na indústria farmacêutica (8,8%), máquinas e equipamentos (3,2%), outros equipamentos de transportes (8,3%) e veículos automotores (2%). São setores que tiveram desempenho negativo em maio, com quedas de 2,2%, 4,8%, 4,1% e 2,2%, respectivamente.
Entre as cinco atividades que reduziram a produção em junho, o desempenho de maior importância foi no refino de petróleo e produção de álcool (-4,1%), que devolveu parte da expansão de 6,5% acumulada entre março e maio.

Dificuldades
Apesar do resultado positivo da indústria no mês de junho, alguns segmentos têm dificultado um crescimento mais robusto do setor. No ano, a indústria acumula alta de 1,9%, mas a categoria de bens de consumo semiduráveis e não duráveis (como roupas, calçados e alimentos) apresenta queda de 0,6% no período, segundo o IBGE.
Outra categoria que puxa o resultado para baixo é a de bens intermediários (insumos usados pela indústria na produção). Com o maior peso na indústria, de 55%, apresentou alta de 0,4% no período, bem abaixo ao resultado do setor como um todo. Em junho, a indústria operava 1,6% abaixo do pico registrado pelo setor, em maio de 2011.
Segundo Macedo, as explicações para o desempenho dessas categorias vão de paralisações para manutenção de plataformas de petróleo, à redução das exportações de minério de ferro e ao menor dinamismo da metalurgia. Outros fatores que pesam, especialmente no caso de bens semiduráveis e não duráveis, é a inflação elevada, assim como o endividamento das famílias.

Influência positiva
Na outra ponta, a categoria de bens de capital (máquinas e equipamentos) foi a maior influência positiva no ano. Entre janeiro e junho, acumula alta de 13,8%.
A categoria de bens de consumo duráveis também colaborou positivamente para a alta de 1,9% do setor. A indústria de veículos automotores foi uma das principais responsáveis por esse desempenho, com alta de 14,9%.

Imagem ilustrativa da imagem Produção industrial sobe 1,9% em junho
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