Rio - A produção industrial subiu 0,2% em outubro ante setembro, na série com ajuste sazonal, divulgou nesta terça-feira, 5, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em relação a outubro de 2016, a produção subiu 5,30%. No ano, a indústria teve alta de 1,9%, de acordo com o IBGE. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 1,50%.
O IBGE revisou o dado da produção industrial do mês de setembro ante agosto, de 0,2% para 0,3%. A taxa de agosto ante julho também foi revista, de -0,7% para -0,8%.
A produção da indústria de bens de capital avançou 1,1% em outubro. Na comparação com outubro de 2016, o indicador mostrou crescimento de 14,9%. No ano, houve crescimento de 5,6% na produção de bens de capital. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 6,0%.
Em relação aos bens de consumo, a pesquisa registrou alta de 1% na passagem de setembro para outubro. Na comparação com outubro de 2016, houve aumento de 7,2%. No ano, a produção de bens de consumo subiu 2,9%. No acumulado em 12 meses, o avanço foi de 2,1%.
Na categoria de bens de consumo duráveis, o mês de outubro foi de queda de 2% ante setembro, mas alta de 17,6% em relação a outubro de 2016. Entre os semiduráveis e os não duráveis, houve aumento na produção de 2% em outubro ante setembro, e alta de 4,9% na comparação com outubro do ano passado.
Para os bens intermediários, o IBGE informou que a produção diminuiu 0,8% em outubro ante setembro. Em relação a outubro do ano passado, houve crescimento de 3,1%. No ano, os bens intermediários tiveram aumento de 0,9%. Em 12 meses, houve elevação de 0,7% na produção.

AVALIAÇÃO
A produção industrial brasileira manteve em outubro a tendência de melhora de ritmo, embora ainda de forma lenta e gradual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE. A indústria operava em setembro 17,2% abaixo do pico de produção registrado em junho de 2013. O ritmo de produção estava em patamar semelhante a fevereiro e março de 2009, época da crise financeira internacional.
"Os resultados dão uma clara sensação de melhora de ritmo da produção industrial. Mas não quer dizer que a melhora tenha revertido as perdas anteriores da produção em períodos recentes. É claro que esse distanciamento para o pico de produção já foi maior, no início de 2016 ultrapassava os 20 pontos porcentuais. Em fevereiro de 2016, a indústria operava 21,5% abaixo do ponto mais alto. Há uma melhora", ressaltou Macedo.
Segundo o gerente do IBGE, houve aumento no número de trabalhadores ocupados no mercado de trabalho, mas a geração de postos de trabalho ainda é calcada na informalidade. O aumento da massa de rendimento é positivo, mas ainda longe de superar as perdas dos anos anteriores. O mesmo acontece com os indicadores de confiança, que vêm apresentando elevação, mas permanecem distantes de patamares anteriores à crise.
"A indústria permanece com tendência de melhora de ritmo, mas ainda com característica gradual", declarou Macedo.
O pesquisador chamou atenção para o fato de o crescimento de 1,9% acumulado pela produção industrial de janeiro a outubro deste ano ter ocorrido sobre uma base de comparação muito baixa. De janeiro a outubro do ano passado, a indústria tinha acumulado uma perda de 7,4%.
"Os setores amplamente positivos no ano têm nas exportações explicação importante para resultados", lembrou Macedo, citando as atividades de veículos, calçados, metalurgia, máquinas e equipamentos, além dos exportadores tradicionais, como o setor de celulose. "Tem uma combinação de mercado externo e melhora recente da demanda doméstica", completou Macedo.

mockup