Produção industrial recua em oito estados
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 22 de março de 2002
Agência Estado 
Rio - A produção industrial recuou em 8 dos 12 locais cobertos pela Pesquisa Industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. Em São Paulo, a queda foi a segunda consecutiva e ficou em 1,7%. Apesar disso, a gerente de Análise do Departamento de Indústria do IBGE, Mariana Rebouças, considerou que os resultados mostraram sinais de recuperação do setor. Ela observou que, na comparação de dezembro com o mesmo mês do ano anterior, apenas um local, a Bahia, teve aumento de produção e os outros 11 mostraram queda.
A economista do IBGE destacou que, confrontando os resultados da pesquisa de dezembro de 2001 (em relação a dezembro de 2000) e de janeiro deste ano (em comparação a janeiro de 2001), 9 dos 12 locais pesquisados mostram crescimento.
As quatro áreas que registraram aumento de produção em janeiro foram Espírito Santo (6,4%), Rio de Janeiro (3,9%), Bahia (4,4%) e Rio Grande do Sul (1,1%). No Espírito Santo e no Rio Grande do Sul, o aumento da produção foi impulsionado pelas exportações de celulose e café solúvel (no Espírito Santo) e aves abatidas (Rio Grande do Sul). No Rio de Janeiro e na Bahia, o crescimento foi explicado pelo bom desempenho dos setores de petróleo e derivados do petróleo.
A região pesquisada com maior queda de produção foi Pernambuco, com -11% em relação a janeiro de 2001, devido à diminuição da produção de derivados da cana-de-açúcar, cuja safra está terminando mais cedo neste ano. A região Sul igualou a média do País, que foi de -1,3%, e Santa Catarina apontou recuo de - 0,5%.
Nestas duas áreas, influiu o desempenho negativo de produtos alimentares, metalurgia e material elétrico e de comunicações. Além de Pernambuco e São Paulo, as indústrias do Paraná (-8,4%), Ceará (-7,7%), região Nordeste (-6,3%), Minas Gerais (-5,1%) também ficaram com quedas acima da média nacional.
Na indústria paulista, comparando janeiro deste ano com o mesmo mês do ano passado, 13 dos 19 setores pesquisados reduziram a produção. As quedas nos setores de produtos alimentares (-15,8%) e o de mecânica (-9,3%) foram as que mais pressionaram o resultado global do Estado, influenciados, principalmente, pela queda na fabricação de suco e concentrado de laranja e de transportadores mecânicos de correia ou esteira.
Em sentido contrário, a indústria de material elétrico e comunicações, com expansão de 13,2%, é a que responde pela maior contribuição positiva no resultado geral, impulsionada pelo aumento na produção de baterias e acumuladores (o IBGE não inclui nesse grupo as baterias fabricadas para veículos).


