A produção industrial recuou 0,6% em maio, na comparação com abril, e 3,2% perante o mesmo mês do ano passado, na série livre de influências sazonais. A informação foi divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Com mais essa queda, a retração acumulada no ano chegou a 1,6%. Das quatro grandes categorias econômicas, houve recuo em três: bens de consumo duráveis (-3,6%), bens de capital (-2,6%), e bens intermediários (-0,9%). A única que apresentou avanço foi a de bens de consumo semi e não duráveis (1%). Todas as comparações são com abril deste ano.
Dos 24 grupos pesquisados pelo IBGE, 15 tiveram produção reduzida. Entre eles, os de equipamentos eletrônicos, móveis (-4,4%), metalurgia (-4%), veículos e carrocerias (-3,9%), e produtos derivados do petróleo (-3,8%). Entre os nove que apresentaram aumento de produção, estão os de produtos de fumo (18,5%), indústria extrativa (1,4%), e de produtos alimentícios (1%).
Apesar da redução no segmento, o presidente do sindicato da indústria moveleira de Arapongas (Sima), Nelson Poliseli não está pessimista. "Desde o começo do ano a gente está trabalhando com 15% menos da nossa capacidade. Mas tenho certeza que tudo vai melhorar neste segundo semestre. Todo ano é assim", afirma. Para ele, a Copa do Mundo está influenciando negativamente neste mercado. "Hoje só se fala em futebol, ninguém está querendo ir para a loja comprar móveis", declara.
O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, também não tem do que reclamar. A produção do segmento, de acordo com ele, vem crescendo mês a mês, pelo menos no Estado. "Não crescemos no mesmo ritmo dos outros anos, mas mantemos um aumento moderado", diz ele. Martins ressalta que o setor alimentício tem uma vantagem. "Ninguém deixa de comprar comida e, nós que produzimos frango, por ele ser a proteína mais acessível, ficamos numa situação mais confortável", declara. De acordo com o presidente do Sindiavipar, a produção parananense de frango deve crescer acima do Produto Interno Bruto (PIB). O mercado estima um aumento de pouco mais de 1% para o PIB de 2014.

Despencou
A produção de veículos caiu 3,9% em maio perante abril e 20,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foi o terceiro recuo consecutivo de dois dígitos. Em abril, o segmento tinha registrado redução de 21,7%, e, em março, a retração foi de 13,9%.

Imagem ilustrativa da imagem Produção industrial recua 0,6% de abril para maio