O Pa­ra­ná te­ve o me­lhor re­sul­ta­do da pro­du­ção in­dus­trial do ­País em 2008 com um cres­ci­men­to de 8,6% aci­ma do de­sem­pe­nho na­cio­nal que re­gis­trou cres­ci­men­to de 3,1%. Po­rém, pa­ra 2009 as pre­vi­sões não são po­si­ti­vas, se­gun­do o coor­de­na­dor do cur­so de eco­no­mia da FAE Bu­si­ness ­School, Gil­mar Men­des Lou­ren­ço. As pro­je­ções in­di­cam que nes­te ano a pro­du­ção in­dus­trial do Es­ta­do não de­ve­rá cres­cer por ­dois fa­to­res: per­das na pro­du­ção agrí­co­la e que­da da de­man­da in­ter­na­cio­nal.
  Lou­ren­ço acre­di­ta em ‘‘um ano ­ruim’’ em ra­zão sa­fra agrí­co­la me­nor por con­ta da es­tia­gem. Por is­so, de­ve­rá ha­ver que­da de de­man­da e re­du­ção de pre­ços no mer­ca­do in­ter­na­cio­nal. A de­man­da in­ter­na do ­País tam­bém de­ve con­ti­nuar re­pri­mi­da com cré­di­to ca­ro e gran­de par­te dos con­su­mi­do­res em si­tua­ção de ina­dim­plen­te. ‘‘Com me­do de per­der o em­pre­go e en­di­vi­da­men­to ele­va­do, o con­su­mi­dor de­ve fi­car ­mais ­cauteloso’’, pre­vê. Is­so de­ve le­var a uma re­du­ção de in­ves­ti­men­tos por par­te das em­pre­sas.
  Em 2008, o Pa­ra­ná te­ve o me­lhor de­sem­pe­nho da pro­du­ção in­dus­trial do ­País. Mas, no mês de de­zem­bro a in­dús­tria do Es­ta­do fi­cou no ver­me­lho com uma que­da de 11,3% na pro­du­ção. Os da­dos são do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Es­ta­tís­ti­ca (IB­GE) que di­vul­gou on­tem os va­lo­res re­gio­nais da Pes­qui­sa In­dus­trial de Pro­du­ção Fí­si­ca, que abran­ge 14 lo­ca­li­da­des do ­país.
  Em de­zem­bro com­pa­ra­do com no­vem­bro de 2008, a pro­du­ção re­cuou em 12 dos 14 lo­cais pes­qui­sa­dos pe­lo IB­GE. As maio­res que­das fo­ram em Mi­nas Ge­rais (-16,4%), Ba­hia
(-15,6%) e São Pau­lo (-14,9%). Os úni­cos Es­ta­dos que apre­sen­ta­ram cres­ci­men­to em de­zem­bro fo­ram Ama­zo­nas (0,9%) e ­Goiás (0,4%). No Bra­sil a que­da foi de 12,4%.
  Gil­mar Men­des Lou­ren­ço ex­pli­cou que o re­sul­ta­do do ano de 2008 es­tá mui­to vin­cu­la­do ao que acon­te­ceu no ­País en­tre ja­nei­ro e ou­tu­bro. Ele des­ta­cou que o de­sem­pe­nho po­si­ti­vo foi pu­xa­do pe­la in­dús­tria au­to­mo­bi­lís­ti­ca, de edi­ção e im­pres­são e de pa­pel e ce­lu­lo­se.
  Ele lem­brou que, até o iní­cio da cri­se fi­nan­cei­ra mun­dial, a ele­va­ção dos sa­lá­rios, do ní­vel de em­pre­go e a re­cu­pe­ra­ção do cré­di­to im­pul­sio­na­ram a eco­no­mia e a in­dús­tria. ‘‘O re­sul­ta­do (da in­dús­tria) de no­vem­bro e de­zem­bro re­fle­te a pe­ne­tra­ção da cri­se na eco­no­mia bra­si­lei­ra e ­paranaense’’, ex­pli­cou. Ele des­ta­cou que a cri­se trou­xe a di­mi­nui­ção da de­man­da in­ter­na e ex­ter­na, o en­ca­re­ci­men­to e a es­cas­sez do cré­di­to e a que­da drás­ti­ca do co­mér­cio in­ter­na­cio­nal.

Pes­qui­sa
  Mes­mo com a per­da de rit­mo, no úl­ti­mo tri­mes­tre, to­dos os lo­cais pes­qui­sa­dos fe­cha­ram 2008 com cres­ci­men­to, à ex­ce­ção de San­ta Ca­ta­ri­na
(-0,7%) que, ­além da cri­se, so­freu os im­pac­tos da chu­va que atin­giu o Es­ta­do. To­dos os lo­cais pes­qui­sa­dos ti­ve­ram que­da no quar­to tri­mes­tre do ano em re­la­ção ao ter­cei­ro, re­fle­tin­do os efei­tos da cri­se fi­nan­cei­ra in­ter­na­cio­nal a par­tir de se­tem­bro. Em re­la­ção a de­zem­bro de 2007, o se­tor in­dus­trial na­cio­nal re­cuou 14,05%. No Pa­ra­ná, a que­da nes­te pe­río­do foi de 6,7%.

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