Produção industrial no PR fica acima da média
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quinta-feira, 08 de maio de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial brasileira cresceu 0,4% em março e foi puxada pelos resultados de Estados como Ceará (7,5%), Espírito Santo (3,3%) e Pernambuco (2,9%). São Paulo (1,9%), Paraná (1,1%), Minas Gerais (0,8%) e Santa Catarina (0,6%) completam o conjunto de locais com taxas acima da média nacional. No Rio Grande do Sul, houve crescimento de 0,2%. O Paraná ainda teve resultado positivo no primeiro trimestre com aumento na produção de 10,2% e nos últimos 12 meses com crescimento de 7,3%. Os dados fazem parte de uma pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Seis regiões tiveram retração na atividade industrial na passagem de fevereiro para março. O maior recuo foi registrado no Amazonas, de 7,6%, seguido por Goiás, com retração de 5,6%. Também registraram recuo nessa base de comparação os estados do Pará (-5,0%), Bahia (-4,4%), Região Nordeste (-1,2%) e Rio de Janeiro (-1,0%).
No Paraná, comparando março de 2008 com o mesmo mês de 2007, metade dos 14 ramos pesquisados tiveram resultado positivo com destaque para veículos automotores (24,8%), máquinas e equipamentos (15,7%), madeira (15,6%) e celulose e papel (8,5%).
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, disse que essa recuperação da produção industrial já tinha ocorrido no ano passado em função do bom desempenho da agroindústria. ''A expectativa é que a produção agrícola tenha aumento e acabe refletindo bastante na economia paranaense, principalmente no interior do Estado'', explicou.
No entanto, ele acredita que dificilmente a indústria vai manter o mesmo patamar de produção até o final do ano porque a expectativa é que a economia brasileira cresça menos que em 2007. Silva disse que, com o aumento da taxa de juros e, por consequência do custo do crédito, desestimula a produção e os novos investimentos das indústrias. Os juros mais altos também fazem as pessoas consumirem menos. No ano passado, o crescimento do PIB ficou em 5,4%. No início do ano, a previsão era fechar 2008 com aumento de 5% no PIB mas, com o aumento dos juros e da inflação, a previsão foi revisada para 4,66%.
O economista do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Maurílio Schmitt, lembrou que a recuperação da indústria começou no segundo semestre de 2006 no Paraná, puxada, principalmente, pelo agronegócio e pelas indústrias automotiva, de petróleo e álcool. A estimativa da Fiep é que as vendas industriais reais do Paraná cresçam de 7% a 8%.


