Produção industrial no Paraná cai 1,5%
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de abril de 2008
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial teve queda em fevereiro em 5 das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São Paulo (-1,5%), Minas Gerais (-1,6%) e Rio de Janeiro (-0,9%), que respondem por cerca de 60% do total da indústria nacional, tiveram as pressões negativas mais fortes. Ceará (3,4%), Bahia (2,8%) e a região Nordeste (2,7%) tiveram crescimento industrial acima do índice nacional que fechou em queda de 0,5%. O Paraná foi um dos Estados que teve queda na produção em fevereiro comparado com janeiro e fechou o mês com índice negativo de 1,5%.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Sandro Silva, acredita que um fator que influenciou o resultado do Paraná em fevereiro foi o carnaval. Com menos dias úteis a produção cai. ''Há segmentos industriais que trabalham direto. Outros, só em dias úteis'', explicou. Além disso, ele destacou que o aquecimento da agroindústria paranaense começou só a partir de março com o início da safra. ''Nos outros Estados a agroindústria não é tão forte como no Paraná'', disse.
No entanto, Silva lembrou que no primeiro bimestre, o Paraná (15,3%) está com crescimento superior ao do Brasil (9,2%). Nos últimos 12 meses, o Estado registrou alta de 8,1% na produção industrial, índice superior ao do País que ficou em 6,9%. O economista lembrou que, nos últimos 12 meses, o Paraná teve recuperação da agricultura, o que impactou na agroindústria.
Em relação a fevereiro de 2007, o Paraná teve crescimento de 12%, com 9 das 14 atividades pesquisadas com resultados positivos, principalmente, para veículos automotores (47,7%), máquinas e equipamentos (25,7%), refino de petróleo e produção de álcool (28,2%) e celulose e papel (14,2%). Nestes setores os destaques foram caminhões e automóveis, máquinas para colheita e refrigerados ou congelados, óleo diesel e cartolina. O principal destaque negativo foi o setor de alimentos (-13,2%), o de maior peso na estrutura industrial do Estado, influenciado pelas quedas de carnes e miudezas de aves e óleo de soja refinado.
No primeiro bimestre, 12 dos 14 setores aumentaram a produção. As maiores contribuições vieram de veículos automotores (47,1%), máquinas e equipamentos (28,1%), refino de petróleo e produção de álcool (15,3%) e celulose e papel (14,4%) devido ao crescimento de caminhões e automóveis, máquinas para colheita e tratores, óleo diesel e cartolina. Os setores com resultados negativos foram alimentos (-2,9%) e bebidas (-3,8%).
Na comparação com fevereiro de 2007, houve aumento da produção em todos os 14 locais investigados, com destaque para Pernambuco (18,8%) e Goiás (18,1%), ''beneficiados pelo desempenho positivo do setor de alimentos'', segundo a pesquisa. Na média nacional, o crescimento nessa base de comparação foi de 9,7%. No indicador acumulado para o primeiro bimestre de 2008, ante igual período do ano passado, houve expansão também em todas as regiões, com nove delas crescendo acima da média nacional (9,2%) sendo oito com taxas de dois dígitos, entre eles, o Paraná (15,3%).


