Curitiba - A produção industrial teve um crescimento de 7% no Paraná em agosto na comparação com julho e foi o melhor resultado entre todas os 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação de agosto deste ano com o mesmo mês de 2010, o crescimento foi de 24%, também o melhor desempenho do País. Nos primeiros oito meses do ano, a indústria paranaense cresceu 4,8%.
O Paraná também superou a média nacional que foi de -0,2% em agosto comparado a julho e de +1,8% na comparação com agosto do ano passado. No ano, a indústria nacional cresceu 1,4%.
O economista da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, destacou que o Paraná vem crescendo acima da média nacional. Ele acredita que o resultado de agosto já possa ser uma antecipação das vendas maiores do setor que, geralmente, ocorrem em setembro e outubro. Nestes meses, a indústria se prepara para a produção de final de ano. A indústria costuma entregar a produção de fim de ano, em média, com dois meses de antecedência. Além disso, este período coincide com a produção de safra de vários produtos agrícolas.
Segundo ele, o desempenho da indústria mostra que a economia brasileira continua a crescer, apesar de ser em um ritmo menor do que em 2010. A previsão dele é que a produção industrial do Paraná feche o ano com crescimento de 4,5% e acima da média nacional.
A produção de agosto comparada com o mesmo mês de 2010 pode ser explicada pela expansão dos setores de refino de petróleo e álcool, edição e impressão, veículos automotores e bebidas. Entre os setores com resultado positivo estão refino de petróleo e álcool (176,4%), edição e impressão (120%), veículos automotores (37,1%), bebidas (18,3%), madeira (14,9%), borracha e plástico (14,4%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (11,7%), produtos de metal (10,3%), outros produtos químicos (6,3%) e celulose, papel e produtos de papel (0,7%).
Houve queda na produção de minerais não metálicos (-2,2%), alimentos (- 6,2%), mobiliário (-7,9%) e máquinas e equipamentos (-18,4%).
De acordo com Fernando de Lima, coordenador do Núcleo de Estudos Macroeconômicos e Conjunturais e pesquisador do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), ''o desempenho superior ao nacional se relaciona com a redução da interferência de fatores conjunturais que afetaram negativamente o resultado de julho, como a ocorrência de greves em fábricas do segmento automotivo''.

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