RIO - A produção industrial brasileira ficou estável em outubro, mantendo praticamente o mesmo nível verificado em setembro, com queda de 0,2%. Os dados constam de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse resultado foi obtido com ajuste sazonal, ou seja, retirando os efeitos de cada época do ano sobre a produção.
Comparado com outubro de 1995, a atividade industrial obteve uma expansão de 8,3%. O índice do acumulado do ano - entre janeiro e outubro - registrou o primeiro resultado positivo desde janeiro de 1996, com crescimento de 0,4%.
De setembro para outubro, a produção de 11 dos 20 ramos pesquisados caíram. As maiores quedas ocorreram nos setores de material de transporte (-4,8%), fumo (-3,4%) e matérias plásticas (-2,8%). A redução na indústria de material de transporte pode, segundo os economistas do IBGE, estar associada ao elevado patamar de setembro, mês em que assinalou 6,1% de crescimento contra o período imeditamente anterior.
Entre as indústrias com desempenho positivo no comparativo entre outubro e setembro de 1996, vale destacar as de material elétrico e de comunicações (4,6%) e mobiliário (3,2%), ambas associadas à produção de bens de consumo duráveis.
Os economistas do IBGE ressaltam que o resultado do índice de outubro, na série com ajuste sazonal, repete o padrão de comportamento dos últimos meses. Ou seja, após expansão significativa, com crescimento de 1,5% assinalado entre agosto e setembro, o setor mostra este mês um recuo de intensidade mais suave do que o acréscimo verificado no período anterior, de -0,2%. Com isso, o patamar médio de produção vem avançando moderadamente, com outubro superando em 0,6% a média da produção do terceiro trimestre do ano.
A perspectiva dos economistas são de um crescimento moderado na atividade industrial nos próximos meses. Isso em função da ampliação das vendas a crédito e sustentação do rendimento médio do brasileiro.

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