Produção industrial em crescimento no País
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 07 de novembro de 2008
Andréa Bertoldi<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A produção industrial brasileira cresceu em sete dos 14 locais pesquisados pelo IBGE em setembro na comparação com agosto. Com taxas positivas e acima do índice nacional, de 1,7%, ficaram Amazonas (6,1%), Rio de Janeiro (4,1%) e Rio Grande do Sul (3,6%) e, abaixo da média do País, Paraná (1,4%), São Paulo (1%), região Nordeste (0,4%) e Santa Catarina (0,2%).
O economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Roberto Zurcher, disse que o crescimento menor da produção no Estado em setembro pode ser explicado pela greve dos metalúrgicos que atingiu a produção das montadoras de veículos. No entanto, ele destacou que, no ano, o Paraná teve um crescimento de 10,9% e acima da média nacional que ficou em 6,5% de janeiro a setembro.
Na comparação com setembro do ano passado, os 14 locais pesquisados registraram aumento na produção, com destaque para o Espírito Santo (16,5%), Rio Grande do Sul (15,7%), Paraná (14,4%), Amazonas (13,7%) e Bahia (10,9%). Os demais resultados nessa base de comparação foram: Rio de Janeiro (9,7%), Pernambuco (9,4%), São Paulo (8,1%), Minas Gerais (8,0%), Pará (6,7%), região Nordeste (6,2%), Santa Catarina (5,8%), Ceará (5,2%) e Goiás (4,1%).
Vendas
O desempenho da agroindústria paranaense, independentemente da crise financeira internacional, alavancou o crescimento das vendas industriais paranaenses, que aumentaram em 11,41% nos nove primeiros meses de 2008 em relação ao mesmo período do ano passado. ''As expressivas safras de 2006/2007 e 2007/2008 e o não aparecimento de problemas fitossanitários permitiram que as indústrias de alimentos e bebidas aumentassem suas vendas em 10,44% e a de petróleo e produção de álcool em 11,27%'', afirmou o coordenador do Departamento Econômico da Fiep, Maurílio Schmitt.
Na avaliação da Fiep, a crise deve influir nas decisões de compra e de investimentos em bens de maior valor específico, afetando o giro dos negócios por mais tempo. ''Mas as boas perspectivas do agronegócio, por conta da recuperação do preço das commodities e do novo patamar da taxa de câmbio, que favorece as exportações, deve manter a atividade do gênero alimentos e bebidas elevada'', afirmou Schmitt. Desse modo, a expectativa da Fiep continua sendo que 2008 deva se concluir como o melhor ano no desempenho das vendas industriais do Paraná em toda a série histórica pesquisada.
Em setembro, a utilização da capacidade instalada da indústria paranaense alcançou 82%, o mais alto índice desde agosto de 2004, e o nível de pessoal empregado total cresceu 5,93%. Os maiores aumentos nas vendas no mês se deram nos gêneros material eletrônico e de comunicações (40,33%), produtos químicos (19,04%) e edição e impressão (18,22%). As maiores quedas foram registradas pelos setores de couro e calçados (-14,20%), vestuário (-4,16%) e pelo gênero de veículos automotores (-9,26%).
Treze dos 18 gêneros industriais pesquisados pela Fiep registraram aumento nas exportações em decorrência de maiores embarques graças à desvalorização do real frente ao dólar em 10,29%.


