Curitiba - A produção industrial do Paraná ficou abaixo da média nacional no acumulado do ano (entre janeiro e maio) se comparado ao mesmo período do ano anterior. A conclusão é da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. Enquanto a média nacional foi de crescimento de produção industrial de 7,8%, o Paraná cresceu apenas 6,4%. Ficaram acima da média nacional os Estados do Amazonas (20,7%), Goiás (13,6%), São Paulo (11,7%), Santa Catarina (11,3%), Bahia (11%), Pernambuco (10,4%) e Ceará (9,4%).
A amostra do mês de maio pesquisou no Paraná 136 produtos industrializados. Se comparado apenas o mês de maio de 2004 com maio do ano passado, o Paraná teve um crescimento de 2,4%. No acumulado do ano, o Estado teve crescimento de 6,4% e nos últimos 12 meses de 6,3%. Na taxa global, tiveram os melhores índices de produção no mês de maio os seguintes setores: indústria geral (2,4%), bebidas (2%), madeira (19,9%), papel e celulose (22,3%), edição e impressão (66,4%), borracha e plástico (6,2%), produtos de metal (11,7%), veículos automotores (21,2%) e mobiliário (14,2%). Tiveram queda de produção: alimentos (-6,3%) e refino de petróleo (-30,9%).
''A performance positiva desses setores é explicada, sobretudo, pela maior produção de caminhões com motor a diesel, livros, brochuras e impressos didáticos'', avaliou o diretor técnico do IBGE do Paraná, Sinval Dias dos Santos. O crescimento da produção de caminhões teria relação com a demanda do setor agroindustrial, impulsionada pelas exportações. No acumulado do ano, tiveram os maiores crescimentos as indústrias de veículos automotores (24,3%), madeira (23,4%), edição e impressão (25,6%) e alimentos (5,3%). As maiores quedas foram verificadas na indústria de refino de petróleo e produção de álcool (-11,3%).
O único estado que teve queda na produção industrial foi o Rio de Janeiro (-0,7%) que teve queda no acumulado dos primeiros cinco meses do ano, se comparado ao mesmo período do ano anterior. A queda foi influenciada principalmente pelo desempenho negativo da indústria extrativista por causa de paralisações programadas para manutenção de plataformas de extração de petróleo.

mockup