Curitiba - A produção industrial brasileira permaneceu estável em maio deste ano. Dos 12 estados pesquisados, seis apresentaram crescimento em relação a maio de 2002 e os outros seis, queda de produção. A média brasileira ficou em -0,3%. A indústria do Paraná apresentou alta de 1,7% na produção, atrás de Espiríto Santo (23%), Bahia (17,4%), Nordeste (5,1%) e Rio Grande do Sul (3,5%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo a tendência observada desde o ano passado, os setores com melhor desempenho são os ligados às exportações e à agroindústria. No Paraná, a atividade que mais contribuiu para o índice positivo foi o de mecânica, com alta de 31,4% em relação a maio de 2002. Esse crescimento foi motivado principalmente pela produção de colheitadeiras agrícolas. Também tiveram bom desempenho a indústria madeireira (incremento de 7,7%) e alimentícia (1,8%), mas o crescimento foi geral, verificado em 12 dos 14 setores pesquisados.
Os setores de transportes (-18,1%) e papel e papelão (-17,5%) foram as contribuições negativas para a indústria paranaense em maio. ''Transportes, como bens de consumo duráveis, dependem de crédito para se desenvolverem, e por isso tiveram desempenho negativo, assim como setores cuja demanda está muito concentrada no mercado interno'', explicou a técnica da Coordenação da Indústria do IBGE, Isabella Nunes Pereira.
Em abril, a produção paranaense havia caído 2,4% em relação ao mesmo mês de 2002. Entre janeiro e maio, o desempenho da indústria do Paraná é positivo: crescimento de 3,5% em relação ao mesmo período de 2002, acima da média nacional de 0,6%. ''Há variações desde -0,3% até 22% no Brasil, mostrando que as regiões crescem de maneira diferente, dependendo do setor econômico que estão sustentadas'', declarou a técnica.
Mecânica também é o destaque na produção acumulada do ano: alta de 16,3% em relação aos primeiros cinco meses de 2002. Em seguida estão material elétrico (30,2%) e química (3,2%), impulsionada pela produção de fertilizantes. Do outro lado ficaram a indústria têxtil, com queda de 14% no período, e materiais plásticos, com -14,7%.

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