Curitiba Dos 14 Estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Paraná foi o segundo a apresentar os melhores índices regionais de produção industrial no mês de maio de 2005, em comparação a maio de 2004. O Estado teve um crescimento de 13,5%. Amazonas foi o que apresentou o melhor índice do mês de maio, 24,6%. A média nacional foi de 5,5%. No acumulado do ano, o Paraná é o quinto Estado em crescimento da produção industrial (6,5%).
De acordo com analistas do IBGE, a expansão da produção industrial do Paraná é fruto da performance favorável de 11 dos 14 ramos investigados. Na indústria geral, o grande destaque foi o expressivo acréscimo em refino de petróleo e produção de álcool (87,8%) por conta dos efeitos da paralisação da produção em maio de 2004. Os veículos automotores também influenciaram produtivamente os índices de produção industrial paranaense por conta de um maior dinamismo nas vendas (30,5%).
Também tiveram melhorias nos índices de produção no mês de maio os setores de edição e impressão por conta de avanços na produção de livros e jornal (42,6%) e alimentos principalmente por causa do açúcar cristal e do óleo de soja (5,6%). Entre os setores que recuaram a produção no Paraná, merecem destaque os produtos químicos influenciados pela queda na produção de adubos e fertilizantes (-40,7%) e madeira principalmente a madeira compensada.
No índice acumulado de janeiro a maio, a produção cresceu 6,5%. A indústria de veículos automotores, com expansão de 37,6%, exerceu a principal contribuição positiva na indústria geral, influenciada, sobretudo, pelo avanço na fabricação de automóveis e caminhões. Também vale destacar os resultados favoráveis de edição e impressão (34,2%) e de refino de petróleo e produção de álcool (6,2%). Do lado negativo, os maiores impactos também vieram de outros produtos químicos (-30,9%) e produtos de madeira (-5,8%).
Para o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), no entanto, os dados mostraram uma desaceleração geral do crescimento nas regiões, exceto em São Paulo, que continuou sustentando o crescimento nacional. ''A manutenção de uma alta evolução da indústria em São Paulo, dado o elevado peso na estrutura industrial brasileira, explica o resultado global brasileiro muito mais favorável'', conclui o Iedi em relatório sobre a pesquisa.
A indústria paulista responde por 40% da produção do setor no País. O aumento de 6,3% ante igual mês do ano anterior foi o 19º resultado positivo consecutivo no Estado, com 14 das 20 atividades pesquisadas contribuindo positivamente para a formação da taxa geral.
Os principais destaques, em termos de participação, foram edição e impressão, máquinas e equipamentos e refino de petróleo e produção de álcool.(Com Agência Estado)

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