Produção industrial do País cresceu 7,2%
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2000
Agência Estado Do Rio de Janeiro 
A produção industrial de outubro, que registrou um crescimento de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado, foi a segunda maior da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feita desde 1975. O nível de produção de outubro só perdeu para dezembro de 1994. Houve crescimento da produção de 14 ramos industriais entre 15 pesquisados.
As indústrias que mais cresceram foram a de material de transporte (20,8%), mecânica (19,5%), material elétrico (19,5%), extrativa mineral (18,1%) e metalúrgica (8,8%). A indústria que mostrou maior queda foi a de produtos alimentares (-2,5%). Os bens de consumo duráveis mostraram crescimento de 19,4% e os bens de capital, 18,2%. O segmento de bens intermediários mostrou crescimento de 6,4%, sendo puxado pelo setor de extração de petróleo e gás, com aumento de 11%. A indústria de bens de consumo semi-duráveis e não-duráveis está acumulando de janeiro a outubro uma taxa de -1,2%.
O forte ritmo de crescimento de outubro deste ano comparado com o mesmo mês do ano passado foi puxado principalmente pela performance positiva da indústria de bens intermediários, como produtos siderúrgicos, petroquímicos e autopeças. As matérias-primas estão em alta e foi registrado recorde de produção, explicou Sílvio Sales, chefe do Departamento de Indústria do IBGE. Ele ressaltou que os produtos intermediários também são muito exportados, o que pode indicar que parte da expansão da indústria ocorreu por conta das vendas para o mercado internacional.
O crescimento da produção de setembro para outubro foi de 1,9%. De setembro para outubro, 13 dos 20 ramos industriais pesquisados tiveram aumento de produção. O segmento de bens de consumo duráveis cresceu 13,6% e o segmento de consumo semi e não duráveis cresceu 2,6%. A produção de bens intermediários aumentou 1,9% em outubro em relação a setembro e alcançou patamar recorde de produção.
O forte crescimento de outubro comparado com outubro de 1999, no entanto, chamou a atenção de especialistas em produção industrial. Fiquei surpreso. Acreditava que a indústria já estava apontando uma desaceleração. E não é isso o que as estatísticas do IBGE estão mostrando, disse o economista Salomão Quadros, chefe do centro de estatísticas e análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas-Rio.


