A produção industrial brasileira deve ter crescimento fraco, em torno de 0,5% este ano, bem diferente da alta de 10,5% em 2010, na análise do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Aloísio Campelo. Para o quarto trimestre, o especialista prevê queda na atividade de até 2%, com possibilidade de recuperação "tímida" no primeiro trimestre de 2012.

Em seminário sobre conjuntura macroeconômica promovido pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV) nesta quarta-feira, 14, Campelo traçou um quadro desanimador da indústria atualmente, com estoques ainda acima do normal; e incertezas que restringem recuperação mais robusta. Ele não descartou a possibilidade de que a atividade industrial cresça nos primeiros meses do ano que vem. "Mas será uma retomada tímida. Suficiente para evitar demissões, mas insuficiente para novos investimentos", afirmou.

O especialista defendeu medidas, por parte do governo, que garantam igualdade de condições, em termos de competitividade e concorrência, entre produtos industriais brasileiros e importados. Mas admitiu que, em um horizonte de médio prazo, as expectativas para a indústria não são favoráveis. "É provável que, no próximo ano, a produção industrial cresça abaixo da taxa de crescimento do PIB em 2012" disse, levando em conta as projeções de mercado, que aguardam uma alta em torno de 3% para a economia no ano que vem.

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