Produção industrial cresce, mas ritmo diminui
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terça-feira, 12 de abril de 2005
Das agências 
Rio de Janeiro - A produção industrial brasileira registrou crescimento em 11 das 14 áreas pesquisadas em fevereiro na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Seis dos 14 locais pesquisados apresentaram crescimento acima da média nacional: Amazonas (21,8%), Santa Catarina (9,9%), região Nordeste (8,2%), Minas Gerais (6,8%) e São Paulo (9,9%). Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção industrial do país cresceu 4,4%. Segundo a pesquisa, três locais apresentaram recuo na produção: Espírito Santo (-0,1%), Rio Grande do Sul (-1,8%) e Rio de Janeiro (-3,4%).
O economista André Macedo, da coordenação de indústria do IBGE, disse que o recuo no número de regiões expandindo a produção é resultado especialmente da elevação da base de comparação, já que o setor estava em ritmo muito acelerado no ano passado. Além disso, segundo ele, há também ''fatores pontuais'' que estão prejudicando as regiões que apresentaram queda, como é o caso da quebra de safra no Rio Grande do Sul (-1,8% ante fevereiro 2004) - que resultou em recuo na fabricação de máquinas e equipamentos para o setor agrícola - e a paralisação da indústria farmacêutica, em férias coletivas no Rio de Janeiro (-3,4%). No Espírito Santo, a queda foi mínima (-0,1%), apontando estabilidade na região.
O aquecimento das vendas de televisores e aparelhos celulares levou o Estado do Amazonas a registrar a maior elevação da produção industrial brasileira em fevereiro (21,8%). Segundo Macedo, a indústria local continua sendo impulsionada pelo segmento de material eletrônico e comunicações, que cresceu 46,5% em fevereiro, especialmente por causa do aquecimento do mercado interno de aparelhos celulares e do crescimento das exportações desses produtos.
Paraná - De acordo com o chefe do IBGE em Curitiba, Sinval Dias dos Santos, em fevereiro, a indústria paranaense mostrou menor ritmo que nos meses anteriores, com oito dos 14 segmentos pesquisados registrando taxas positivas. Dentre estes, os que mais influenciaram a taxa global foram veículos automotores (36,9%) e celulose e papel (9,1%). Pressionando negativamente, sobressaíram-se refino de petróleo e produção de álcool (-21,5%) e outros produtos químicos (-23,2%).
No indicador acumulado no primeiro bimestre do ano, nove segmentos elevaram a produção, valendo ressaltar veículos automotores (36,2%), edição e impressão (67,5%) e máquinas e equipamentos (10,2%), como os de maior influência na determinação da taxa geral. Do lado dos que recuaram a produção (cinco), dois tiveram impactos negativos mais expressivos: outros produtos químicos (-35,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (-10,6%).
''O desempenho da indústria paranaense tem mantido patamares sempre acima da média nacional. Em janeiro e fevereiro de 2005, o Paraná apresentou 6,4% (acumulado) contra o índice nacional que é de 5,2%'', comentou Santos. (Com Reportagem Local)


